geral 04/04/2018 às 13:56

Lula e STF ameaçam a democracia, não o General Villas Bôas

Conhecido pela ponderação, serenidade e o respeito que tem dos comandados, General apenas expressa a indignação de uma sociedade cansada com bandidos impunes.

O General Eduardo Villas Bôas tem uma longuíssima ficha de serviços prestados ao país. Tendo iniciado sua carreira em 1967, galgou posto a posto com muito esforço, trabalho, disciplina e dedicação. Chegou ao Generalato em 2003, primeiro ano de Lula na Presidência da República. Foi chegar ao posto máximo da carreira, como General de Exército, em 2011, primeiro ano do governo Dilma. Isso tudo é prova mais do que suficiente de que trata-se de um soldado disciplinado e sério, que respeita demais as instituições.

Como Comandante do Exército, Villas Bôas conseguiu um equilíbrio raro: se por um lado foi responsável por uma verdadeira revolução na comunicação da Força com a sociedade, por outro lado adotou uma discrição ímpar. Não a toa, os tradicionais defensores de uma Intervenção Militar trataram de dar a ele apelidos jocosos: chamado de Vidas Boas, covarde e outros epítetos impublicáveis, era visto como o responsável por impedir uma sublevação da caserna.

Sua atuação mais importante recentemente ocorreu nos momentos agudos do impeachment de Dilma Rousseff. No auge da crise, Dilma havia decidido decretar Estado de Defesa para tentar esvaziar as manifestações em Brasília. O Sul Connection, em material assinado pelo diretor Eduardo Bisottotrouxe as informações a respeito. Na época houve ampla repercussão e fomos acusados tanto por veículos tradicionais quanto por gente nas redes sociais de estarmos fazendo fake news. Entretanto, um ano após o ocorrido, eis que Villas Bôas confirmou cada palavra da nossa apuração em entrevista para as Páginas Amarelas da Revista Veja.

Foi este Villas Bôas discreto e avesso a fanfarronadas quem falou ontem. É este Villas Bôas discreto e reconhecido por manter os mais radicais dentre os militares na linha que reforçou seu posicionamento hoje. Villas Bôas não está ameaçando a democracia: muito pelo contrário. Sua postura é a de alguém preocupado com as instituições e com o futuro do país.

Quem ameaça a democracia no país é um STF partidarizado. Quem ameaça a democracia no país é Lula com suas caravanas eleitorais extemporâneas, provocando adversários e criando um clima de absoluta instabilidade. Villas Bôas apenas expressa o que vai no peito dos cidadãos de bem, que não aguentam mais a impunidade institucionalizada.

Esta tarde o STF terá a chance de mostrar que ainda tem um mínimo de compromisso institucional.

Caso as Forças Armadas resolvam agir, terá sido por culpa exclusiva deste Supremo partidarizado e de um criminoso condenado em 2ª instância que prefere provocar o caos a ter que pagar por seus delitos.

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