geral 28/02/2018 às 12:25

CNN faz campanha para retirar canal InfoWars do YouTube

Com 1,5 bilhões de visualizações em 10 anos na rede, canal irrita mega-rede que tem visto sua repercussão e influência diminuir sistematicamente nos últimos anos.

Infowars e The Alex Jones Channel acumularam mais de 1,5 bilhões de visualizações em sua existência de 10 anos. Enquanto isso, a CNN, mega-rede de notícias corporativa, viu suas avaliações caírem de ano a ano. Tudo isso tem levado muitas das antigas redes de mídia, como a CNN, em conluio com as plataformas do Vale do Silício, a agirem de modo a impedir o surgimento de fontes de notícias alternativas. As informações são do site TheDuran.

"Infowars é um dos canais favoritos no movimento conservador, com um volume maciço de seguidores. E a CNN quer que eles simplesmente vão embora do YouTube! Hoje é Infowars - Quem é o próximo?", questionou Paul Joseph Watson. "Isso é insidioso. A CNN está pressionando abertamente a proibição de uma rede de notícias concorrente. Na Rússia, o governo desliga os meios de comunicação dissidentes. Na América, a CNN parece pensar que isso é de sua responsabilidade", completou.

InfoWars acusa a CNN de publicar uma notícia falsa na última semana, deliberadamente falsificando a cobertura que o canal teria realizado sobre o tiroteio na escola de Parkland. Isso seria como parte de um esforço para pressionar o YouTube a excluir o canal. Na manhã de hoje (28), InfoWar foi informada de que o canal recebeu uma segunda denúncia em um vídeo relacionado ao tiro ao Parkland, o que significa que agora está à beira de ser encerrado permanentemente.

Os vídeos em questão não alegam em momento algum que o tiroteio na escola não aconteceu ou que as vítimas eram "atores", como a CNN alega. Os vídeos questionam se alguns dos proeminentes estudantes que estão liderando publicamente uma campanha nacional para o controle de armas estavam sendo treinados sobre o que dizer. A capacidade de questionar as declarações de figuras públicas na televisão faz parte da liberdade de expressão básica sob a Primeira Emenda da Constituiçaõ dos Estados Unidos, e, para o InfoWar, não constitui "bullying" ou "assédio", como afirma o YouTube.

Ao pressionar para que um de seus competidores feche, a CNN está envolvida em interferências tortuosas, que é quando uma das partes prejudica as relações contratuais ou comerciais de terceiros com terceiros, causando danos econômicos. InfoWars ainda acusa a CNN de também estar envolvida em fraudes por deturpar seu conteúdo para demonizar o canal, tornando-o de alguma forma responsável pela tragédia. 

O canal ainda acusa o YouTube de se envolver em discriminação contra o Infowars por sua visão política e promete buscar todas as vias legais para proteger seus interesses.

Como vemos, não é apenas no Brasil que os grandes grupos de comunicação dedicam-se a atacar os concorrentes que atuam na internet. Nos Estados Unidos, uma das mais tradicionais redes de notícias do planeta dedica importantes recursos para pressionar para que outra rede de notícias seja censurada.

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