politica 24/01/2018 às 11:45

Procurador do MPF cita 'tropa de choque' de Lula e critica 'tentativa de tornar julgamento político' durante leitura do parecer

Ele citou ainda o relacionamento de Lula com o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, réu no mesmo processo, no episódio no qual o executivo mostrou o apartamento à família de Lula.

O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Maurício Gotardo Gerum criticou o que chamou de "tropa de choque" em sua sustentação durante o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, nesta quarta-feira (24).

"São as tropas de choque que se formam no parlamento como instrumento de supressão do diálogo e imposição e imposição da força como instrumento de decisão. (...) Tropa de choque, com atuação nos mais diversos espectros, foi criada para garantir a perpetuação de um projeto político pessoal, que não admite outra solução nesse processo que não seja a absolvição", disse.

"O processo judicial não é um processo parlamentar, a técnica que caracteriza o processo judicial é incompatível com a pressão popular", acrescentou o procurador, que rejeitou os argumentos das defesas no recurso que é julgado no TRF-4.

Ao rejeitar as alegações das defesa, disse que merecia discussão apenas a questão probatória. "Os documentos não falam em cotas, sempre em um imóvel", disse Gerum, relatando documentos apreendidos na casa do ex-presidente Lula e também na Bancoop, responsável pelo empreendimento.

Ele citou ainda o relacionamento de Lula com o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, réu no mesmo processo, no episódio no qual o executivo mostrou o apartamento à família de Lula.

"Não há dúvida probatória, inúmeras notas fiscais, depoimentos e mensagens entre executivos, de que o imóvel estava sendo preparado para o ex-presidente", afirmou. Ainda segundo ele, a defesa não conseguiu apresentar argumentos que afastassem as provas presentes nos autos.

A informação é do portal G1.

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