politica 12/01/2018 às 14:51

Stephen Kanitz considera Meirelles como um 'Trump mais maduro'

Para o analista, Meirelles seria uma opção viável em um mar de inviabilidades.

O analista Stephen Kanitz, em post no Facebook, diz ter lido o livro Fire and Fury, que traz informações sobre o governo Trump, nos EUA.

Para ele, há muitas preocupações sobre os "novos políticos", também conhecidos como outsiders. Ele enxerga com desconfiança a capacidade de lidar com problemas do mundo real daqueles que não entendem como a máquina funciona. Leia o que ele disse:

Acabei de ler “Fire and Fury”, o livro do momento, e algo me preocupou de cabo a rabo.

A semelhança com algo que pode ocorrer no Brasil.

Os americanos votaram em alguém novo, fora da política, porque estavam cansados dos políticos de sempre como Sarney, Calheiros, Lobão que os Lulas, Marinas, Ciro Gomes e FHCs faziam acordos para governar.

Acontece que esses velhos caciques têm muito mais poder que se imagina.

Pior ainda, Steve Bannon, o assessor novo, melhor aluno da HBS, queria fazer as mudanças prometidas na eleição.

Por azar, duas pessoas influentes e ainda mais “novas”, o genro de Trump e especialmente a sua filha Ivanka, mais neófitos na política ainda se apavoraram com as ameaças da imprensa e da velha guarda.

E foram os primeiros a quererem se aliar com os velhos caciques, e esquecerem todas as promessas eleitorais, e manter tudo na mesma.

Conseguiram colocar Bannon para fora, o mais competente da turma.

Em 2018 também precisamos eleger alguém novo no Brasil senão esse país quebra de fato, quebrado que já está.

Mas até agora apareceu somente um candidato novo, com uma equipe já formada, coesa, que já conhece a máquina por dentro, e entende de finanças e administração.

Henrique Meirelles e, boa notícia, a velha guarda já percebeu que ele tem reais possibilidades de ir para o segundo turno.

Rodrigo Maia, filho do velho Cesar Maia, já está boicotando-o, Temer, velhíssima guarda, já pediu para que ele não se candidate.

Pensem antes de voltar em alguém novo.

Eu prefiro alguém semi-novo, competente, que conhece a máquina, e é um Administrador Responsável de Nações.

Que é o que o Brasil precisa.

 

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