economia 23/12/2017 às 17:18

Meirelles: 'Brasil está saindo rápido da maior recessão de sua história'

Ao fazer balanço do ano, ministro reafirma importância da reforma da previdência e diz que retomada do crescimento é forte.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reforçou nesta terça-feira (19/12), durante café da manhã com jornalistas, que a reforma da Previdência não é questão de opção, mas uma questão numérica no longo prazo e destacou que a sua aprovação é um dos desafios a serem enfrentados em 2018.

“É normal que haja controvérsias. Foi assim na Argentina, que acabou de aprovar a reforma em meio a uma greve geral, foi assim no norte da Europa. Eu acredito que os parlamentares irão voltar às suas bases eleitorais agora no final do ano e encontrarão um ambiente mais favorável à reforma do que no recesso de julho”, declarou.

Na avaliação do ministro, apesar de ter o lado negativo de gerar incerteza para os agentes econômicos, o adiamento da votação da reforma da Previdência tem a vantagem de dar mais tempo para o governo prestar esclarecimentos aos parlamentares e à população.

Ao fazer o balanço das ações do governo na área econômica, Meirelles comemorou a criação líquida de empregos no país a partir do mês de abril deste ano, chegando a mais de 80 mil postos em outubro, e a nova previsão de crescimento do PIB para 3% em 2018.

“É uma retomada forte da economia. É um processo gradual  para atingirmos a finalidade de toda política econômica: geração de emprego, aumento do poder de compra, inflação controlada, bem-estar e aumento do padrão de vida da população”, disse o ministro.

Ele lembrou que o Brasil está saindo de forma rápida da maior recessão da sua história. “Prevemos crescimento de 1,1% em 2017, na média contra média, e entraremos 2018 ao ritmo de 3% ao ano. O resultado final é positivo.”

Meirelles ainda destacou a aprovação de medidas propostas pelo governo no Congresso Nacional como o teto de gastos, a reforma trabalhista a e nova estrutura de juros do BNDES, a Taxa de Longo Prazo (TLP), além das reformas microeconômicas em andamento para simplificar a burocracia e aumentar a produtividade, entre quais o cadastro positivo.

“Todo um processo de mudança da economia está em andamento. Voltou o crescimento, voltou o emprego. É a consolidação do crescimento já. Foi um ano de trabalho intenso e resultados favoráveis”, avaliou.

O ministro enfatizou que deverão ser pensadas medidas alternativas à possíveis derrotas do governo no Congresso que geram impacto na arrecadação federal, como a reoneração da folha e tributação de fundos exclusivos, mas adiantou que o crescimento econômico já é um fator em andamento que tem efeito na receita.

Pelo lado das despesas, Meirelles indicou que o teto de gastos pode ser a grande restrição caso o Congresso não aprove a reforma da Previdência. Ele destacou que o teto constitucional cria medidas auto-corretivas em caso de sua violação, como o congelamento de salário dos servidores públicos e de subsídios, além da proibição da criação de novos cargos, mesmo em caso de vacância.

“As medidas restritivas são fortes. Por isso, é de interesse de todos, do Executivo, Legislativo e Judiciário, encontrar uma solução. Vamos criar medidas para que o teto seja cumprido em 2018”, disse.

As informações são do Ministério da Fazenda.

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