politica 05/12/2017 às 00:32

Antropóloga fugiu de Cuba após ser perseguida por falar em racismo

Maria Faguaga fez em Cuba o que os movimentos negros tentam fazer no Brasil, mas com uma diferença: não há liberdade de expressão em uma ditadura. A situação, no fim das contas, é um soco no estômago das narrativas de extrema-esquerda.

Informa a Veja:

A antropóloga e historiadora Maria Faguaga debate um assunto pouco presente na mídia brasileira: como é o racismo e o movimento negro em Cuba. Ela explica que há uma preocupação dos políticos em apresentar este movimento, mas que ele não existe de fato. “Não há a possibilidade de existir porque, desde 1959, tivemos que assumir somente a identidade nacional. Temos que ser só cubanos – e não afro-cubanos”, conta. No entanto, apesar da inexistência do movimento negro, há racismo no país. “A única coisa que aconteceu é que deixaram de falar, porque não se podia mais tocar no assunto após a revolução”, afirma.

A situação é uma tragédia, mas também é um tanto irônica. 

Os movimentos negros brasileiros, em sua maioria ligados a grupos de extrema-esquerda, defendem o regime cubano desde sempre. Aparentemente nunca pararam para pensar que não há liberdade em Cuba para fazerem por lá o que fazem no Brasil. Aliás, ou não perceberam isso ou não se importam, já que no fim das contas o que menos importa para esta gente é a causa.

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