geral 03/12/2017 às 20:49

Chegou a hora de admitirmos que o futebol de Florianópolis é medíocre

* Vítor Roque. Do site Floripa Mil Grau.

No ano em que o Avaí cai para a série B e o Figueirense, por quatro pontos, quase cai para a série C, precisamos admitir que nosso futebol chegou no limite da mediocridade. Com a queda do Avaí para a série B, Florianópolis volta a ficar sem representantes na primeira divisão do futebol nacional. É apenas mais um, de uma história nada gloriosa de Avaí e Figueirense.

A nível nacional, Florianópolis tem apenas um título – a série C do Avaí, conquistada em 1998. Por incrível que pareça, a conquista é celebrada até hoje, mesmo sendo da terceira divisão. Essa eterna “glória” de um título de série C vem de uma simples questão: o futebol de Florianópolis é medíocre. Sim, eu sei que você vai me xingar, dizer que não, vai me ameaçar, mas a verdade é essa e dói: a capital catarinense – na qual nasci e tenho orgulho de viver, é medíocre quando o assunto é futebol.

Por quase cem anos Avaí e Figueirense tem vivido de “acessos” e descensos, times históricos gloriosos e “matadores”, cuja única glória é conquistar títulos estaduais. Ídolos, que somente são ídolos por levarem os clubes a primeira divisão ou os fazerem permanecer.

Tudo piora quando vemos a Chapecoense, fundada em 1973 – 52 anos depois da fundação do Figueirense e 49 depois da fundação do Avaí. Conquistando títulos como a copa sul-americana, classificando-se para a Libertadores por duas vezes, como o fez ao fim do campeonato Brasileiro de 2017, algo que Figueirense e Avaí jamais conseguiram em um século de futebol.

Esse texto não visa diminuir o futebol da nossa cidade, ou tentar baixar a autoestima do torcedor. É um texto necessário, para abrirmos os olhos enquanto torcedores. A rivalidade entre Avaí e Figueirense é uma das maiores do país, isso não há dúvida, uma pena que ela se resuma a um rindo do outro em quedas, ou zombando do outro quando sobe.

O Figueirense em 2017 por muito pouco não foi disputar a série C, isso diz muito sobre a situação atual do nosso futebol.

No Rio Grande do Sul, o Grêmio zomba do Internacional por ter conquistado a terceira libertadores enquanto o colorado possui apenas duas.

Em Curitiba, o Atlético-PR campeão da Série A e B, zomba do Coritiba – campeão das Séries A e B (bi-campeão), por ter um os estádios mais modernos da américa-latina.

Por aqui, o gigante Alvinegro se vangloria de um vice-campeonato da Copa do Brasil – título que o Criciúma conquistou, e o gigante azurra de um título de terceira divisão – título que o JEC conquistou.

O nosso futebol tem todo o potencial para ser ainda maior. A parceria clube-empresa do Figueirense é um começo. Do outro lado, os avaianos mostram exatamente o que leva os times a serem medíocres – falando que o Figueirense foi vendido. Estamos presos ao passado, a gestões infantis e corruptas, que desestruturam as equipes na primeira oportunidade.

Não há mais espaço para amadorismo, nem para cabeça pequena. Ou as torcidas começam a pensar grande, ou estaremos fadados a comemorar acessos e viver na sombra dos títulos das outras equipes estaduais.

Não dá mais para errar. Não dá para contratar errado. Não dá para trocar de treinadores cinco vezes por ano – algo que o Avaí já aprendeu com a confiança em Claudinei Oliveira, mantendo-se sempre dentro de suas limitações.

Ou a gente aprende com os erros – ou nada muda.

*O Criciúma conquistou a Copa do Brasil, a série B e a Série C.

O Joinville conquistou a Série C e a Série B.

A Chapecoense conquistou a copa sul-americana.

O Avaí conquistou uma série C.

O Figueirense foi vice-campeão da Copa do Brasil.

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