geral 23/11/2017 às 06:58

Multa milionária e cyberataque atingem novamente a reputação da Uber

A empresa foi alvo de um ataque com ransomware em outubro de 2016 mas optou por encobrir o sucedido e por pagar o resgate exigido pelos hackers.

O estado norte-americano do Colorado multou a Uber em 8,9 milhões de dólares depois de ter descoberto que a empresa permitiu a que motoristas com registro criminal incompatível fizessem parte do serviço. De acordo com a Reuters, algumas das pessoas incluídas neste processo tinha, inclusivamente, carteiras de motoristas inválidas. Em resposta, a tecnológica norte-americana já explicou que houve um erro no processo de verificação de antecedentes.

Ao todo, a Comissão de Serviços Públicos do Colorado (PUC) diz que foram detectados 32 condutores nestas condições, sendo que três deles já tinham sido condenados por conduzirem embriagados. O caso mais grave, no entanto, diz respeito a um condutor que trabalhava com um nome falso. Segundo o PUC, o colaborador é um conhecido "criminoso condenado e com registros frequentes de agressão".

A multa aplicada à Uber foi de 2.500 dólares por cada dia que cada um destes indivíduos trabalhou para a empresa. "Concluímos que a Uber tinha acesso a informações sobre os antecedentes destes colaboradores que os devia ter desqualificado legalmente", disse, em comunicado, Doug Dean, responsável máximo pela comissão.

Cyberataque

A este caso junta-se um outro que foi noticiado na última terça-feira pela Bloomberg. De acordo com a agência, a Uber foi alvo de um ataque informático em outubro de 2016, que resultou na exposição dos dados de 57 milhões de passageiros e motoristas. Notem que a empresa não só optou por não revelar o incidente, como tentou encobri-lo.

A empresa já publicou um comunicado explicando o caso e garante que os responsáveis envolvidos neste caso já foram despedidos. 

Depois do ataque, que foi perpetrado com ransomware, a Uber efetuou um pagamento de 100 mil dólares aos seus autores, de forma a impedir a publicação dos dados online. Em comunicado, Dara Khosrowshahi, atual CEO da tecnológica, diz que "nada disto devia ter acontecido e nós não vamos inventar quaisquer desculpas para o justificar". "Estamos mudando a forma como trabalhamos", conclui. Os dados roubados incluíam nomes, emails e números de telefone.

A Uber já garantiu que reforçou a segurança dos dados que armazena nos seus sistemas.

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