politica 21/11/2017 às 11:02 - Atualizado em 21/11/2017 às 15:41

Cristóvam desiste de licença para favorecer suplente petista após escândalo sexual

Site Metrópoles apontou em matéria que o petista Wilmar Lacerda comprava sexo com adolescentes pagando lanches.

Cristovam Buarque (PPS-DF) não vai mais tirar licencia para fazer pré-campanha pelo país. O senador desistiu de deixar o cargo após o suplente, Wilmar Lacerda (PT), ser acusado de comprar sexo de uma adolescente de 17 anos com lanches. Na noite de segunda-feira (20/11), Cristovam admitiu ao Metrópoles inquietude com a notícia e disse não poder ceder o posto para alguém que responde a denúncias tão graves. As informações são do site Metrópoles.

O parlamentar revelou que pode até mesmo desistir da ideia de percorrer o Brasil para testar sua popularidade numa eventual candidatura à Presidência da República. “Continuando no Senado, obviamente que atrapalha um pouco, mas, enquanto as investigações em relação a ele [Wilmar] não forem concretizadas, não vou me licenciar".

A decisão de Cristovam ocorreu após o Metrópoles revelar, na quinta-feira (16), que o petista responde a um inquérito no qual é acusado de fomentar a prostituição de adolescentes. Wilmar Lacerda teria feito sexo com uma jovem de 17 anos e, em vez de dinheiro, pagava os programas com lanches. O caso está registrado na 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que, após ouvir Lacerda, encaminhou o processo para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Na segunda-feira (20), o pai da garota prestou depoimento no Núcleo de Atendimento à Família e aos Autores de Violência Doméstica (NAFAVD), na Promotoria de Planaltina. Ele não quis conversar com a reportagem, mas confirmou que não sabia do envolvimento da filha com Wilmar e outros homens que a exploravam sexualmente.

MÃE DESEMNTE PETISTA

Metrópoles também ouviu a mãe da adolescente, que desmentiu o político – Wilmar Lacerda alegou que o relacionamento com a jovem era público e consentido pelos pais da menina. A mulher contou só ter tomado conhecimento do envolvimento do petista com a filha após ler mensagens enviadas por ele no celular.

“Como ela [a filha] não tinha celular, usava o meu. Não sabia mexer no telefone, mas um dia me ensinaram, e comecei a ver que ele [Wilmar] a chamava pra sair e, pouco tempo depois, aparecia um carrão na porta”, afirmou. O aparelho telefônico acabou apreendido por agentes da unidade policial e ainda não foi devolvido à dona.

Desempregada, separada e mãe de seis filhos, a mulher acredita que a pobreza da família contribuiu para que a caçula aceitasse vender o corpo em troca de dinheiro e comida. “Depois que a apertei, ela confessou que saía com ele [Wilmar Lacerda] porque podia comer em restaurantes. Aqui em casa, às vezes, não tinha o básico para almoçar”.

 

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