economia 18/11/2017 às 16:05 - Atualizado em 18/11/2017 às 16:07

Meirelles: reforma da Previdência garantirá aposentadorias e o futuro do país

O ministro da Fazenda ressaltou a importância de se aprovar as novas regras previdenciárias ainda em 2017.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reforçou nesta quarta-feira (8) a necessidade de aprovação, ainda neste ano, da reforma da Previdência Social. Em entrevista o ministro afirmou que a nova medida vai dar mais confiança e solidez à economia brasileira. “É fundamental porque não só entramos em 2018 já com a economia com maior consistência no crescimento, nós damos uma injeção de confiança e solidez no crescimento econômico”, disse Meirelles.

Para o ministro, entrar no próximo ano com as novas regras previdenciárias já aprovadas vai permitir com que a economia continue crescendo com as contas públicas no azul. “No momento em que se faça a aprovação esse ano, nós já entramos em 2018 com a expectativa de estabilidade nas contas públicas para o futuro [...] garante já crescimento para 2018 e para os anos seguintes”, declarou.

Considerada essencial para evitar um colapso das contas públicas no futuro, a reforma da Previdência prevê a adoção de uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres acessarem o benefício e impedir um crescimento ainda maior do déficit previdenciário. Além disso, a proposta também prevê regras de transição para quem está para se aposentar e protege quem já adquiriu o direito de acessar a Previdência Social. O rombo nos cofres da Previdência deve atingir quase R$ 200 bilhões em 2018.

Meirelles afirmou ainda que manter o atual sistema previdenciário pode criar um problema “gravíssimo” ao próximo governo e colocar em risco o recebimento das aposentadorias no futuro. “Para a população, é muito importante [a aprovação] porque garante que todos vão receber aposentadoria integral”, apontou. “Isso garante confiança na economia, garante geração de emprego, garante inflação baixa, juros mais baixos; portanto, uma melhor situação econômica para todos”, completou.

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