politica 03/11/2017 às 18:45

Foragido na Bélgica, ex-Presidente da Catalunha quer disputar novas eleições

Esquerdista Carles Puigdemont, que luta desesperadamente para não ser extraditado pela Bélgica, segue contribuindo com a agitação política na Espanha.

O destino de Carles Puigdemont, o homem do corte de cabelo no formato de cuia, continua a tornar-se cada vez mais esqusito. O deposto presidente catalão acaba de expressar o seu desejo de participar das novas eleições catalãs, que Madrid planejou unilateralmente para 21 de dezembro, depois que a Espanha dissolveu o antigo Parlamento catalão e despojou a administração autônoma catalã de seus poderes, incluindo Puigdemont. Carles correu para a Bélgica, onde atualmente encontra-se refugiado e fugindo de mandado de prisão emitido pela Justiça espanhola pelo crime de sedição.

"Estou pronto para ser candidato, é possível executar uma campanha de qualquer lugar", declarou o fanfarrão Puigdemont, cujos colegas que lideraram a Catalunha em sua controvertida declaração de independência estão presos sob as ordens do regime de Madri. Da Bélgica, o ex-Presidente catalão planeja evitar que a Espanha emita um mandado de detenção europeu contra ele pelas acusações de rebelião, sedição e desfalque.

Como Puigdemont estará ostensivamente lutando contra a extradição nos tribunais belgas durante as eleições de dezembro, presume-se que ele estará em posição de candidato em ausência. Além disso, isso pressupõe que a Espanha lhe permitirá colocar seu nome na disputa de eleições que serão controladas por Madri. O mais óbvio é que alguém acusado de traidor pelo regime espanhol, Puigdemont não poderá sequer se candidatar. Neste caso, os eleitores podem ter que escrever o nome de Puigdemont, algo que quase certamente levará a Espanha a desconsiderar essas votações como "inválidas".

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