geral 03/11/2017 às 15:30

RS implanta política especial de Direitos Humanos para servidores da Segurança Pública

Comandante da Polícia Militar do estado destaca que quem defende a sociedade também merece ter alguém em sua defesa.

A secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori, e o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Andreis Dal'Lago, receberam, nesta quarta-feira (1º), o protocolo para implantação de uma política de direitos humanos para servidores da área da segurança pública. O documento foi entregue pelo grupo de trabalho que elaborou o protocolo para construir e implantar a política com ações e instrumentos jurídicos.

Maria Helena Sartori ressaltou que os direitos humanos devem ser para todos e não só para os que estão na rua por isso nada mais justo a sua extensão aos policiais e demais servidores da segurança. O documento será encaminhado também ao secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, e o governo estuda a melhor forma de implementá-lo, disse a secretária.

Maria Helena ainda destacou os programas em execução que trabalham pela cultura da paz e garantia de direitos humanos, como as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (Cipaves). “Este programa está fazendo a diferença”, disse a secretária, citando frase dita por um estudante de escola com Cipave que, segundo ela, vale pra todos: 'Eu aprendi que se eu respeitar os outros os outro vão me respeitar'".

O comandante da BM afirmou que os operadores de segurança que exercem sua cidadania na defesa da sociedade precisam ter alguém na sua defesa. O protocolo sugere a implementação de uma política de recursos humanos que respeite as peculiaridades dos órgãos; qualifique e treine os servidores para o exercício profissional e cultura de respeito aos direitos humanos; ofereça apoio técnico multidisciplinar (jurídico, assistencial e psicológico) aos funcionários envolvidos em crise funcional, pessoal e familiar; apoio e reconhecimento aos agentes feridos e mortos, assim como aos seus familiares.

A elaboração do documento foi feita por um grupo de trabalho envolvendo diversas entidades governamentais e não governamentais com atuação na Segurança Pública.

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