economia 27/10/2017 às 14:21

Crise catalã, gerada por radicalismo esquerdista, já tirou 800 empresas da região

Entre os dias 2 e 9 de outubro, mudaram de sede 219 empresas, a que se somaram 177 no dia seguinte, 10 de outubro.

Desde o dia 1 de outubro, data da realização do referendo sobre a independência, já saíram da Catalunha 805 empresas, segundo dados do Colegio de Registradores de Espanha, responsável pelo registo de empresas no país. As informações são do jornal Expresso, de Portugal. Só na segunda-feira da semana passada, mudaram de sede 105 empresas, das quais 78 deixaram Barcelona, 23 saíram de Lérida, três de Terragona e uma de Gerona.

A última a fazê-lo foi a companhia de seguros de Zurich, que confirmou ter abandonado a região, rumo a Madrid, “por motivos de segurança jurídica”. Entre os dias 2 e 9 de outubro, mudaram de sede 219 empresas, a que se somaram 177 no dia seguinte, 10 de outubro.

Carles Puigdemont, presidente do Governo regional da Catalunha, continua sem esclarecer se, na sua ida ao Parlamento na semana passada, pretendeu ou não declarar a independência da região. Face às suas declarações dúbias, o Governo espanhol pediu ao líder catalão para clarificar as suas palavras, o que ainda não aconteceu. Esta quarta-feira, quando faltam menos de 24 horas para esgotar o prazo concedido à região para renunciar à declaração de independência, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, fez um último apelo a Puigdemont, pedindo-lhe para “agir com sensatez” e de forma “equilibrada”, “colocando em primeiro lugar os interesses de todos os cidadãos”.

Também nesta quarta-feira, a vice-presidente do Governo espanhol confirmou que Madrid admite suspender, total ou parcialmente, a autonomia da Catalunha, caso os dirigentes separatistas avancem com a declaração dE independência. “Puigdemont (presidente da Generalitat) vai provocar a aplicação do artigo 155 da Constituição” que permite suspender a autonomia, afirmou Soraya Saenz de Santamaria, acrescentando que o Governo irá falar com o PSOE e com o partido Ciudadanos antes de aplicar o referido artigo, de modo a garantir não só “uma maioria absoluta no Senado”, como também “uma ampla maioria do Congresso”.

Joaquín Gay de Montellá, presidente da organização nacional Foment del Treball, de que fazem parte várias associações e pequenas e grandes empresas, assegurou ao canal espanhol “Antena 3” que “vão ser necessários cinco anos para ultrapassar esta situação e voltar à normalidade, do ponto de vista económico”. Isto, acrescentou o presidente, no caso de não ser declarada a independência da Catalunha. Porque se isso acontecer, ainda será “pior”.

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