geral 24/10/2017 às 10:12

Para Folha, defesa que Abe faz do Japão cercado de ditaduras comunistas é fixação

Premiê que acaba de ser reeleito com maioria absoluta no Congresso, defende mudança da Constituição para garantir a segurança de seu país.

Shinzo Abe, Primeiro-Ministro do Japão que acaba de fazer maioria absoluta no Congresso, o quê lhe permitirá propor Reformas Constitucionais, é do tipo de político que não agrada a Folha de São Paulo. Membro do partido de centro-direita Liberal Democrata, Abe fez a mesma jogada de risco tentada por Thereza May: mesmo contando com maioria, dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas. Entretanto, diferentemente de May, Abe saiu amplamente vitorioso.

O Primeiro-Ministro fez a eleição girar em torno de um único e precioso tema: a segurança dos japoneses. Com uma Coréia do Norte cada vez mais virulenta, disparando sem parar mísseis por cima do Japão, o Premiê tem uma proposta simples e clara: a alteração da Constituição aprovada no pós-II Guerra Mundial, que prevê que o país só pode ter Forças Armadas atuantes dentro de suas fronteiras. A ideia é basicamente a constituição de Forças capazes, também, de atacar para fora dos limites do Japão.

Se a Coréia do Norte é a ameaça mais visível no momento, é impossível ignorar que uma potência emergente do tamanho da China, uma ditadura comunista discretamente beligerante, madrinha das loucuras norte-coreanas, também habita nas fronteiras do Japão.

Entretanto, para a Folha Abe tem uma "fixação"

Certamente o jornal confundiu sua aversão a políticos que não façam parte de seu espectro ideológico com a linha governamental adotada por um estadista preocupado com seu povo.

Beira o patético.  

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