politica 06/09/2017 às 11:43

Em 2015, Janot prometia encerrar a carreira ao fim do mandato. Agora prefere garantir o foro

Em campanha pela recondução ao cargo de Procurador Geral da República, Janot dizia que encerraria a carreira ao fim de seu mandato. Agora prefere se proteger.

Rodrigo Janot é uma figura singular. Já se falou de seu projeto de governar Minas Gerais. Já se registrou sua proximidade com os Tuiuius, grupo petista no Ministério Público Federal. Mas outra faceta vai se destacando neste final trágico de caminhada como Procurador Geral da República: a do homem sem qualquer convicção e que muda de ideia constantemente.

Janot apostou tudo na queda de Temer bancando uma gravação clandestina de Joesley Batista e firmando o acordo de impunidade mais escandaloso já conhecido no mundo. Deu errado. Agora, às portas de prestar contas de seus atos, dá mais uma marcha-ré em outra promessa feita na campanha pela recondução ao cargo e resolve seguir na carreira. Se em 2015 Janot falava em encerrar a carreira ao término de seu mandato, agora teme que os atos praticados como PGR custem caro na Justiça e prefere manter o foro privilegiado.

Talvez isso explique o cavalo-de-pau dado no acordo com a JBS. E também sua pressa em apresentar uma denúncia contra Lula, Dilma e os cabeças do PT. Uma denúncia que durante todo seu mandato na PGR, especialmente quando os petistas ainda ocupavam a Presidência da República, sequer foi esboçada.

ASSISTA AO VÍDEO EM QUE JANOT PROMETE ENCERRAR A CARREIRA AO FIM DO MANDATO:

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