economia 16/08/2017 às 05:54

Yandex e Sberbank se unem para criar ‘Amazon russo’

Projeto estimado em 1 bilhão de dólares abrirá novas oportunidades a fornecedores estrangeiros. Venda total pela internet na Rússia cresceu 20% de 2015 para 2016

Embora o comércio eletrônico na Rússia não seja controlado por um monopólio (como é o caso de outros setores no país), o país não conta com gigantes da área no mercado interno, a exemplo do norte-americano Amazon ou do chinês Alibaba. É por isso que o Yandex.Market, que hoje atua como agregador para as inúmeras lojas on-line no país, deve subir de patamar após o anúncio de um novo projeto ambicioso.

Na última quarta-feira (9), a empresa divulgou que está desenvolvendo um grande sistema de comércio eletrônico com o Sberbank, o maior banco da Rússia. Na joint venture, que será baseada na plataforma Yandex.Market, ambas as partes irão investir aproximadamente US$ 500 milhões cada.

“A infraestrutura bancária e de pagamentos do Sberbank nos ajudarão a desenvolver soluções de pagamento simples e seguras na plataforma Yandex.Market e nos permitirão introduzir novos recursos, como empréstimos ao consumidor”, explicou Maksim Grichakov, presidente do Yandex.Market, ao anunciar a nova iniciativa.

A plataforma também criará oportunidades para fornecedores internacionais e permitirá aos consumidores comprar produtos de várias fontes em um único site.

As vendas totais de comércio eletrônico na Rússia atingiram mais de US$ 15 bilhões em 2016, segundo a Associação de Empresas de Vendas On-line (AKIT). Esse índice representa um aumento de 20% em relação a 2015.

90% Made in China

O Yandex.Market, um dos maiores players do país, é acessado mensalmente por mais de 20 milhões de usuários; ainda assim, possui apenas cerca de 10% do mercado.

Embora haja outros nomes de peso no mercado interno, como Ozon e Ulmart, os russos preferem cada vez mais realizar compras por meio de varejistas estrangeiros, segundo dados compilados pela AKIT.

Além de um terço de todas as compras on-line na Rússia em 2016 terem sido feitas em plataformas estrangeiras, 90% desses produtos foram provenientes de lojas virtuais chinesas.

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