geral 28/07/2017 às 15:18

Pais de Charlie Gard anunciam a morte do bebê de 11 meses

A batalha legal sobre o tratamento médico de Charlie cativou o mundo e chegou a envolver o Papa e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O bebê de 11 meses Charlie Gard morreu esta sexta-feira. A morte da criança foi anunciada por um porta voz da família, segundo a BBC. A criança de 11 meses esteve no centro de uma batalha legal que captou as atenções do mundo ao longo das últimas semanas, entre o hospital de Great Ormond Street, onde recebia tratamento, e os seus pais.

Charlie sofria de uma condição médica muito rara que afetava os músculos e o cérebro. Sem hipótese de cura, o hospital decidiu que o melhor para ele seria desligar o suporte artificial que o mantinha vivo e passar a administrar cuidados paliativos, mas os pais discordaram e tentaram levar o bebê para os EUA, para fazer um tratamento experimental.

No Reino Unido, quando pais e médicos discordam sobre o que é melhor para um menor o caso pode ser decidido por um tribunal. Sucessivos juízes deram razão ao hospital. O caso apaixonou a opinião pública e chegou a motivar comentários de Donald Trump, que se ofereceu para ajudar como fosse preciso, e o Papa Francisco pediu que fossem respeitados os desejos dos pais.

Recentemente voltou a surgir a hipótese de administrar um tratamento inovador, que poderia ajudar Charlie a recuperar algumas funções, mas os pais desistiram da ideia quando perceberam que o seu estado de saúde já se tinha deteriorado a tal ponto que não haveria possibilidade de sucesso. Eles lamentaram que o tempo passado nos tribunais tenha roubado ao seu filho a única hipótese que tinha.

Os pais aceitaram assim que fosse desligado o suporte artificial que ajudava Charlie a respirar, mas pediram para o levar para casa para passar os últimos dias. O hospital negou, porém, dizendo que não seria possível devido à complexidade dos tratamentos necessários.

Uma porta-voz do hospital lamentou na quinta-feira a dimensão a que chegou o caso, reconhecendo que os pais de Charlie tinham agido com a melhor das intenções. “Os pais de Charlie têm defendido incansavelmente aquilo que acreditam sinceramente ser o melhor para o seu filho, e ninguém os pode culpar por isso”.

A porta-voz do Great Ormond Street disse que o hospital “tentou fazer todos os possíveis para acomodar a vontade dos pais” e lamenta profundamente “que as diferenças sinceras de opinião entre os médicos e os pais de Charlie tenham tido que ser resolvidos em tribunal durante tanto tempo”.

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