economia 05/06/2017 às 14:44

Janot apresenta conta absurda para tentar provar que Aécio beneficiou a JBS

Segundo o Procurador Geral da República, a empresa gastou quase R$ 70 milhões com o Senador para receber pouco mais de R$ 20 milhões de volta.

Rodrigo Janot está em uma enrascada gigante desde que o absurdo acordo que livrou os donos da JBS de mais de 2 mil anos de prisão veio à tona. Desde então, já publicou artigo na Folha de São Paulo tentando defender o acordo, vazou áudios de Aécio, sua irmã e do jornalista Reinaldo Azevedo, que não tem absolutamente nada a ver com a investigação e nem apontam qualquer conduta criminosa e segue tentando plantar notícias que justifiquem o aparentemente injustificável.

A última de sua lavra é apresentar "a prova" de que Aécio Neves teria utilizado seu mandato de Senador em favor do grupo. Janot apresenta dois créditos fiscais liberados para empresas do grupo pelo governo de Minas Gerais. O PGR sustenta que Aécio teria agido para isso. O problema é que a conta de Janot é no mínimo estranha.

Os créditos em favor da JBS Couros (R$ 12,6 milhões) e da empresa Da Grança (R$ 11,5 milhões) somam R$ 24,1 milhões. Entretanto, Janot computa como propina tanto as doações na eleição de 2014, ainda que devidamente registradas (pouco mais de R$ 50 milhões), a compra de um prédio que teria sido superfaturado em Belo Horizonte (R$ 17 milhões) e os R$ 2 milhões que Aécio solicitou para o pagamento de seus advogados.

Ou seja: são quase R$ 70 milhões para Aécio para que ele "beneficiasse" o grupo com a liberação de créditos fiscais que seriam liberados de qualquer maneira por qualquer advogado. 

A pergunta que não quer calar: como os irmãos Batista conseguiram tornar-se multi-bilionários fazendo este tipo de negócio, levando um prejuízo três vezes maior do que o investimento? 

Talvez o PGR tenha alguma resposta mágica, que a aritmética simples desconhece.

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