politica 25/05/2017 às 11:51

Operação conjunta entre Joesley, PGR e Fachin atingiu apenas inimigos do PT

Aécio Neves, Michel Temer e o jornalista Reinaldo Azevedo tem em comum o fato de terem tido papel central na queda de Dilma Rousseff (PT).

Uma semana após a abomba que quase encerrou o governo de Michel Temer (PMDB), com a divulgação de áudios gravados clandestinamente e aparentemente editados posteriormente pelo empresário e chefe de quadrilha Joesley Batista, a situação parece estar lentamente se deslocando. Se no primeiro momento o senador Aécio Neves (PSDB-MG) viu sua carreira política destroçada, Temer quase foi forçado a renunciar e por fim o jornalista Reinaldo Azevedo também sofreu um ataque covarde, agora são seus algozes que começam a tentar dar explicações.

Em artigo na Folha de São Paulo, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, foi para a tática de dobrar a aposta: defendeu o indecoroso acordo celebrado entre a PGR, o Ministro Edson Fachin e os bandidos irmãos Batista e tornou a atacar os inimigos, acusando de maneira sorrateira os seus críticos de serem lenientes com a corrupção. É claro que as diatribes de Janot não eliminam o fato de que quem negociou um indulto para o maior corruptor da história do país não foram seus críticos, mas sim o próprio Janot.

Fachin já admite que foi auxiliado por um lobista da JBS em sua busca pela nomeação para o Supremo, ainda que alegue que na época não sabia de nada desabonador sobre a empresa.

A história fica cada vez mais esquisita. Fachin, ex-advogado do MST, apoiado pela JBS, homologa a delação premiada mais indecorosa da história da República. Delação proposta por um Procurador Geral da República que aceitou um áudio sem sequer submetê-lo à perícia. Logo em seguida, vaza uma conversa privada entre um jornalista e sua fonte que não tem absolutamente nada a ver com as investigações em curso.

Numa situação deste porte, fica difícil acreditar em mera coincidência.

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