politica 08/05/2017 às 15:11 - Atualizado em 08/05/2017 às 15:16

Em nota, Frente Brasil Popular Paraná diz que vai desobedecer ordem judicial restritiva a acampamentos em Curitiba

Movimentos de esquerda reforçam convocação para manifestações em Curitiba no dia do depoimento de Lula na Lava Jato

Deferindo um pedido de liminar da Prefeitura de Curitiba, a juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública, determinou restrição a montagem de estruturas e acompamentos em ambientes públicos da cidade. A decisão tem como objetivo diminuir ao máximo o risco de conflagração em virtude do depoimento de Lula na Lava Jato na próxima quarta-feira.

Movimentos de esquerda haviam anunciado manifestações para o dia do depoimento, como forma de apoiar o ex-presidente. Há o temor, dado o hitórico dos grupos, de violência e depredação contra patrimônio público e particular.

A Frente Brasil Popular Paraná, entrentato, já anunicou que vai ignorar a decisão. Em nota divulgada, consideram a decisão uma forma de "criminalização dos movimentos sociais", e afirmam que "as caravanas e as atividades serão feitas, lutadoras e lutadores sociais serão bem acolhidos pelas entidades sociais e o momento será de muito debate e reflexão com juristas e advogados renomados, artistas, vigílias inter-religiosas e debates políticos."

Confiram a nota na íntegra:

"A Frente Brasil Popular Paraná organização que agrega diferentes movimentos sociais e setores da sociedade repudia a decisão do prefeito Rafael Greca e da juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, em impedir a instalação em Curitiba do acampamento que receberá as centenas de caravanas que virão para o depoimento do ex-presidente Lula, no dia 10 de maio.

A medida é uma forma de criminalização dos movimentos sociais, porque busca impedir a vinda pacífica e democrática de milhares de pessoas que buscam debater os rumos da democracia, entre os dias 9 e 10 de maio, os atuais ataques contra os direitos sociais pelo governo Temer, assim como o papel hoje político cumprido pelo Judiciário.

Não conseguirão. As caravanas e as atividades serão feitas, lutadoras e lutadores sociais serão bem acolhidos pelas entidades sociais e o momento será de muito debate e reflexão com juristas e advogados renomados, artistas, vigílias inter-religiosas e debates políticos.

Curitiba recebeu as Diretas Já!, tem também cultura crítica e milhares de pessoas preocupadas com a preservação dos direitos e contrárias à sua violação. Esperamos que a vinda das caravanas, o direito de ir e vir e a liberdade de manifestação sejam respeitados nos próximos três dias. Em nossas mãos, temos a organização popular, que sempre abre caminhos."

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