politica 12/04/2017 às 18:42

Fim do sigilo de delações da Odebrecht desmonta primeiras acusações contra Aécio

Acusação de que Andrea Neves teria recebido dinheiro em Nova York e de que Benedicto Júnior teria repassado propina eram absolutamente fantasiosas.

O fim do sigilo da chamada "delação do fim do mundo", realizada por todos os executivos da empreiteira Odebrecht, tem servido para por um fim em diversas lendas urbanas que vinham circulando na imprensa à título de "vazamento". Dois grandes exemplos envolvem o senador Aécio Neves, Presidente nacional do PSDB e candidato derrotado por Dilma Rousseff (PT) na eleição presidencial de 2014.

Segundo matérias de diversos veículos, Aécio teria recebido propina de Benedicto Júnior, Presidente do braço de infra-estrutura da Odebrecht. Já sua irmã, Andrea Neves, foi envolvida em uma matéria criada pela revista Veja, que deve entrar para os anais da ficção jornalística nacional ao afirmar que ela teria recebido R$ 60 milhões em Nova York. Em março deste ano a Odebrecht já havia esclarecido que não operava com propinas nos Estados Unidos com medo da fiscalização extremamente rígida no território norte-americano.

Hoje, o site O Antagonista trouxe uma matéria que desmonta a mentira sobre a delação de Benedicto JúniorJúnior, em sua delação, diz o exato oposto do que as matérias com "vazamentos" afirmavam. Aécio realmente pediu uma doação de R$ 15 milhões para a empreiteira no segundo turno da eleição presidencial. A Odebrecht se ofereceu para pagar da mesma forma que fazia com o petismo: depositando fora do país. Aécio recusou.

Já a situação sobre Andrea Neves foi ainda mais ridícula. Não há uma única linha em qualquer delação dos executivos da Odebrecht a respeito.

Marcelo Odebrecht, em sua delação, afirmou que as doações que a empreiteira realizou para Aécio Neves em campanha anterior não contaram com nenhuma contrapartida. Diferentemente da relação da Odebrecht com Lula, O Amigo, que trocava os milhões para si e negócios para seus parentes por obras no governo federal sob comando seu e depois de Dilma Rousseff (PT).

O jornalismo mainstream anda exagerando na tentativa de assassinar reputações.

Neste ritmo, não vai sobrar uma gota de credibilidade, tão necessária no combate às fake news.

Notícias Relacionadas