politica 11/04/2017 às 19:10

Separando o joio do trigo: fim do sigilo da delação da Odebrecht vem em boa hora

Nomes como o de Onyx Lorenzoni (DEM) aparecerem na lista é um indício evidente de que os vazamentos tratavam-se de puro assassinato de reputação.

A delação da Odebrecht, batizada de "Delação do fim do mundo" e que prometia acabar com a política nacional finalmente veio à tona, com o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF determinando o fim de seu sigilo. Não poderia ter vindo em hora melhor. Após meses de especulações, de assassinato de reputações e de vazamentos absolutametne seletivos agora todos os nomes são conhecidos. E nunca foi tão fácil separar o joio do trigo, como tantas vezes políticos dos mais variados quadrantes ideológicos cobraram.

Um exemplo claríssimo é o do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Opositor ferrenho do petismo ao longo dos oito anos de mandato de Lula e dos cinco anos e meio de Dilma Rousseff (PT), o parlamentar combateu com todas as suas forças para que as negociatas envolvendo Petrobras, empreiteiras e BNDES viessem à tona. Sabendo da cloaca que era o mercado de doações eleitorais, Onyx sempre tratou suas prestações de contas da maneira mais transparente possível. E hoje, logo após o anúncio de que seu nome estaria na lista da Odebrecht, colocou seu sigilo bancário, fiscal e todos os seus dados a disposição dos órgãos investigatórios.

Como certamente sairá limpo da lista, a tendência é que Onyx se apresente como um dos mais fortes concorrentes ao governo do Rio Grande do Sul no próximo ano. Afinal, o Supremo Tribunal Federal terá lhe dado um atestado de idoneidade.

Resta apenas torcer para que o STF passe a ter uma ação ágil, já que as delações colocam todo o sistema político brasileiro sob suspeita.

CONFIRA O VÍDEO DE ONYX LORENZONI SOBRE A DELAÇÃO:



A foto que ilustra o post é do fotógrafo André Dusek do Estadão.

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