politica 10/04/2017 às 18:15

Em pesquisa para o governo de Minas, Aécio tem o dobro da votação de Pimentel

Tendo saído do governo com mais de 92% de aprovação, Aécio Neves aparece em pesquisa estimulada com 34% enquanto petista tem 17,6%.

Após vencer a eleição para o governo de Minas Gerais, encerrando uma longa hegemonia tucana no estado, que durava desde a ascensão de Aécio Neves em 2002, o petista Fernando Pimentel deve ter imaginado que o caminho para o estrelato nacional estava aberto. Braço direito da Presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), teria à disposição o governo do segundo maior estado da Federação e todas as benesses do Governo Federal. Certamente sonhava até mesmo com a eventual substituição da amiga Rousseff na Presidência no próximo ano.

Entretanto, tudo começou a ruir muito rapidamente. Talvez como algum tipo de maldição oriunda de uma vitória conquistada na base de abuso do poder econômico, utilização dos Correios para sabotar a campanha tucana, ao mesmo tempo que inflava a própria campanha e terrorismo eleitoral, ameaçando os eleitores mais pobres do estado com o fim dos programas sociais do govenro federal. O fato é que Pimentel rapidamente se viu às voltas com uma gravíssima crise econômica, com a possibilidade iminente de cassação devido a um processo no Superior Tribunal de Justiça e o sonho virou pesadelo.

O resultado aparece em recente pesquisa publicada pelo Instituto Paraná Pesquisas. No cenário em que o Senador Aécio Neves (PSDB) aparece como candidato tucano, Pimentel tem a metade das intenções de voto de seu principal adversário. Aécio aparece com 34%, enquanto Pimentel tem 17,6%. Em terceiro lugar aparece Márcio Lacerda (PSB), com 8,4%. Josué Alencar do PMDB tem 7,2%, enquanto o deputado Rodrigo Pacheco (PMDB) tem 5,6%. Não sabem ou não responderam somam 5,1%, enquanto 22% ainda não tem candidato.

É uma triste notícia para uma cada vez mais apagada estrela emergente petista. Ontem (09), em votação para eleger a nova direção do PT em Bele Horizonte, Pimentel viu o número de participantes cair de 4 mil em 2013 para pouco mais de mil.

Não deixa de ser justiça poética para quem, junto com Dilma, foi o principal beneficiário de uma das campanhas mais sujas da história do Brasil em 2014. 

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