politica 07/04/2017 às 15:10 - Atualizado em 07/04/2017 às 15:14

Dissecando a estratégia fraudulenta de Dimenstein (Ou: A psicologia de um mau perdedor)

Além de usar a FALSA lista da USP, Dimenstein tentou táticas baratas de intimidação. Tentou pressionar, esperando que fôssemos sair correndo. Tentou assassinar reputações, esquecendo-se de que sua própria reputação não anda muito boa. Aqui, dissequei integralmente sua estratégia até o momento, mostrando que tudo foi um grande engodo. Como diria Sun Tzu, toda guerra é baseada em logro, só que Dimenstein não tem mais moral para isso.

por Roger Scar

Texto originalmente publicado em www.guerrapolitica.me

Para que seja necessário entender, passo a passo, como a coisa toda andou até que tenhamos chegado na atual situação, é preciso pegar o primeiro passo dado pelo inimigo e compreender, de forma tática, quais foram os caminhos escolhidos por ele.

O início

Tudo começou de forma mais clara em novembro do ano passado, quando o site de baboseiras BuzzFeed, que é similar ao Catraca Livre em besteirol e notícias falsas, publicou uma matéria chamada "Notícias falsas da Lava Jato foram mais compartilhadas que as verdadeiras". A primeira coisa a se suspeitar é a própria origem da matéria, uma vez que BuzzFeed nunca foi um site de jornalismo profissional, mas de listas, gifs e outras besteirinhas para adolescentes compartilharem com os amigos nas redes sociais.

Contudo, o que realmente importa é que o site listou dez notícias supostamente falsas, todas elas de sites alinhados à direita, nenhum à esquerda. Curiosamente, o BuzzFeed chegou a incluir o site Joselito Miller, que não é e nunca foi considerado um site de notícias de fato, mas um blog de mentirinhas engraçadas ao estilo Sensacionalista - com a diferença de que os donos do Sensacionalista são ligados ao PSOL. E se isso, por si só, já não bastasse para desacreditar a lista, o BuzzFeed ainda cometeu um grave erro que ele próprio veio a reconhecer em seguida: Colocou o Sul Connection na lista original...

Como afirmei aqui em meu último artigo, Eduardo Bisotto, diretor do Sul Connection, não é o tipo de pessoa que leva desaforo para casa. Ele imediatamente partiu para cima e o BuzzFeed recuou, reconhecendo que colocar o Sul Connection na lista havia sido "um erro" (eu, é claro, acredito que foi pura má fé mesmo).

O Sul Connection comemorou a vitória, mas todos nós cometemos um erro depois disso: esquecemos de esfregar essa fraude na cara deles pelo resto de suas vidas. Como é que o site tem a pretensão de listar notícias falsas e apontar o dedo em riste contra seus opositores, mas se permite cometer um "erro" desses? Como é que o BuzzFeed acreditou que tem o direito de rotular seus adversários se, na própria rotulagem, eles contam uma mentira aos seus leitores?

Isso, no entanto, foi só o começo. Essa listinha do BuzzFeed, em virtude do ato falho e seu posterior reconhecimento, acabou caindo em esquecimento. Vale lembrar que sites grandes como UOL reproduziram essa informação falsa sobre o Sul Connection, motivo pelo qual Eduardo Bisotto ganhará um bom dinheiro com indenizações.

A repetição do "erro"

O BuzzFeed "errou" ao colocar o Sul Connection em uma lista de sites de notícias falsas, e logo em seguida reconheceu o "erro". No entanto, parece que os fact-checkers da esquerda gostam muito de cometer esses "erros", porque logo depois cometeram de novo...

Em janeiro deste ano, diversos blogs esquerdistas divulgaram uma "lista da USP" com os dez maiores sites de notícias falsas do país. Para sustentar a fraude, alegaram que foi feito um estudo pela USP, usando o Monitor do Debate Político no Meio Digital e a Associação de Especialistas em Políticas Públicas. Agora parece sério, não é? Tem um monitor e uma associação, é impossível que estejam errados.

Negativo.

A mentira foi orquestrada provavelmente por estudantes de esquerda da USP, porque há três grandes curiosidades nesse caso. A primeira delas é que o próprio Monitor do Debate Político no Meio Digital fez ao menos três postagens em sua página oficial no Facebook desmentindo essa história. Abaixo, seguem as três postagens na íntegra:

24 de janeiro:

24 de janeiro:

30 de janeiro:

Note que o Monitor precisou fazer três postagens para esclarecer a grande fraude, e mesmo assim Gilberto Dimenstein, que se diz jornalista investigativo, está utilizando esse estudo em postagens suas para nos caluniar, como esta aqui, feita em 8 de março, portanto mais de um mês após a história ter sido desmentida.

A segunda curiosidade neste caso, creio eu, é o fato de que a Associação dos Especialistas em Políticas Públicas do Estado de São Paulo também desmentiu essa história. Veja o post abaixo:

Ainda em resposta a uma seguidora da página, que questionou sobre a tal lista, a entidade responde no comentário da própria postagem:

Pois é, virou uma bola de neve. Fizeram um mal jornalismo, não verificaram a matéria e, ironicamente, acabaram por produzir uma notícia falsa.

Aqui, chegamos em um padrão, porque a terceira curiosidade a respeito da lista da USP é que ela só continha sites de direita, assim como a listinha do BuzzFeed, e dentre eles estava o Jornalivre. Estranhamente, colocaram na lista sites que nem são de notícias, como é o caso do Ceticismo Político e também do site O Implicante.

Fato checado: A "lista da USP" é uma fraude comprovada e Dimenstein a compartilhou, por ser conveniente.

O Botequeiro Louco da Vila Madalena

Embora já tivéssemos feito duras críticas a Dimenstein anteriormente, especialmente em ocasião da tragédia com o voo da Chapecoense, quando o Catraca Livre tentou ganhar cliques explorando a desgraça alheia, o botequeiro da Vila Madalena cruzou nosso caminho quando resolvemos explorar e desmascarar seu barzinho, que ele quer que acreditemos ser um “espaço cultural”.

No mês passado, o Jornalivre publicou uma matéria expondo que Dimenstein atacava a gestão Doria por dinheiro, uma vez que é amigo pessoal de Fernando Haddad e outros conhecidos esquerdistas. O apontamento feito foi o de que o botequeiro ganhou algumas benesses da prefeitura quando Haddad ainda a comandava, dentre elas o fechamento da rua na qual se localiza seu bar, algo que só interessa a ele próprio e que incomoda muito os moradores da região, que também reclamam da música alta e da baderna recorrente no local.

Embora seja óbvio, é preciso deixar totalmente esclarecido que não há problema algum no fato de Dimenstein ter um boteco. Os problemas verdadeiros são: 1) O benefício indevido concedido pela prefeitura de Haddad, como se Dimenstein fosse algum tipo de nobre ganhando facilitações do Rei; 2) O fato de que o dono do bar não quer que chamem o lugar de boteco, quer que todos finjam que aquilo é um “espaço cultural”.

Quando fizemos nossas denúncias, as primeiras, Dimenstein ficou absurdamente abalado, perdeu o controle e partiu para o contra-ataque, o que já era previsível. Uma de suas primeiras atitudes foi utilizar a falsa lista da USP para acusar o site de ser um propagador de fake news. Em seguida, iniciou as provocações, alegando que o site era “fantasma”, que ninguém sabia quem eram os responsáveis, como se isso – mesmo se fosse verdade – tivesse alguma importância diante dos fatos sobre seu boteco.

A primeira mentira já começou aí: Dimenstein se viu acuado, não tinha como dar explicações razoáveis para as acusações que fizemos, então resolveu atacar os autores da denúncia e não a denúncia em si. Este foi o primeiro ato, e com ele Dimenstein imaginou que recuaríamos, que pararíamos de falar no assunto. Era o que ele esperava que fizéssemos, mas não aconteceu. Ao contrário do que ele pensou, nós avançamos ainda mais.

O segundo ato

A segunda fase de sua empreitada começou após Arthur do Val, do canal Mamãe Falei, ter ido até o boteco da Vila Madalena para provar, em vídeo, que o local é mesmo um boteco. No dia estava lá o ilustre jornalista socialista Leonardo Sakamoto, além do próprio Dimenstein. O vídeo os irritou bastante, e isso ficou nítido.

Como o Jornalivre divulgou o vídeo, fazendo chacota das mentiras do blogueiro esquerdista, o mesmo se sentiu ainda mais pressionado. Aliás, neste ponto da história surgiu entre nós a desconfiança de que Dimenstein tivesse, além do boteco, uma segunda intenção: silenciar opositores.

Nesta segunda etapa, a coisa começou a ficar mais intensa, e Dimenstein não deixou um só dia de nos atacar, alegando que somos propagadores de notícias falsas. Repetidas vezes, em diversas postagens, ele citou novamente a falsa lista da USP, a mesma que desde janeiro já foi desmentida pelos próprios envolvidos no “estudo” que nunca aconteceu.

Surpresa desagradável e desvio de foco

Ainda em seu segundo ato, o dono do Catraca Livre estava agindo dentro da esperança de intimidar o site, de nos fazer desistir, de forçar uma fuga de nossa parte. Isso não funcionou. Ele também esperava, certamente, que ficássemos na defensiva, dando explicações sobre mentiras que ele inventou, e não fizemos nada disso.

No início da semana, o botequeiro até tentou listar “notícias falsas” do Jornalivre, e eu prontamente o rebati, provando que ele mentiu sobre isso também (ver aqui).

Daí veio a surpresa. Em vez de recuar, nós avançamos ainda mais no início desta semana, quando resolvi deixar meus dados já conhecidos ainda mais explícitos para o público. Por que eu o fiz? Porque Dimenstein estava nos caluniando e precisava ser punido por isso.

Se Dimenstein não tivesse mentido sobre recebermos dinheiro do MBL, do DEM, etc., tudo isso teria ficado apenas como uma discussão na internet. Quando surgiu esta calúnia, resolvemos partir para a guerra. Esta foi a surpresa grandiosamente desagradável para o blogueiro, pois o que ele imaginava é que faríamos o inverso disso. Todos sempre souberam quem sou, escrevo neste e em diversos outros sites sempre assinando com meu nome ou apelido. Nunca fui anônimo. Dimenstein sabia disso e me subestimou, achou que iria me tirar do sério com mentiras e calúnias, quando na realidade eu esperava exatamente por isso.

Com a surpresa extremamente desagradável que destruiu sua narrativa criada até ali, uma vez que todos sabem que nunca fui um anônimo - qualquer busca no Google levaria ao meu site, meu perfil nas redes sociais e outros blogs e sites para os quais escrevo - o blogueiro foi obrigado a desviar o foco.

Sua primeira ação, então, foi cantar vitória, alegando que “descobriu” quem eram as pessoas por trás do jornal. Não. Ele não descobriu coisa alguma. Eu publiquei a informação... Depois, ele partiu para outras “grandes descobertas”, como uma foto minha na convenção do DEM-SC em Itajaí, tirada em novembro de 2015, como se isso fosse algum tipo de segredo – ele achou no Google, óbvio que não era um segredo.

Aos poucos ele foi divulgando mais “descobertas” como estas, incluindo a de que sou autor no Sul Connection, o que além de nunca ter sido um segredo é, para mim, um motivo de orgulho. Gosto muito de fazer parte da equipe, além de ser amigo pessoal do diretor do site, Eduardo Bisotto, a quem tenho em alta estima. Esta informação nunca foi sigilosa, eu mesmo a publiquei aos quatro ventos, além de sempre ter assinado meus artigos para o site.

Agora a questão já não era mais comprovar que o site publicava matérias falsas, mas atacar a mim e aos meus associados e tentar relacionar nossa imagem com a de partidos de oposição, foi por isso que surgiu a mentira de que eu seria um “militante do DEM”.

Qualquer pessoa pode conferir isso, pois não tenho como inventar: nunca fui filiado ao DEM. Porém, isso nem importa. Mesmo que eu fosse, o que isso tem a ver com a questão do boteco e das fake news? Se eu fosse filiado ao DEM, ou mesmo se eu fosse um militante do DEM, nada disso teria relevância alguma. Não é crime ter filiação partidária (tanto que sou filiado ao PSL), e eu mesmo nunca escondi que sou de direita, isso é algo que declaro abertamente em 90% do que escrevo. Para quê usar esse expediente se não para desviar a atenção da verdadeira questão?

Neste ponto começa a ficar claro que o objetivo, além de esconder a questão do boteco, é perseguir quem discorda. No fim, tudo isso se tornou – ou sempre foi – uma batalha contra a mídia verdadeiramente alternativa, contra os sites que remam contra a maré e postam uma visão diferente daquela que é hegemônica na imprensa nacional.

É agora que entra o terceiro ato...

Intimidação

Dimenstein tentou me expor, mesmo que eu nunca estivesse escondido. Divulgou informações minhas – que eu mesmo publiquei – em suas páginas, colocou minha foto e o link do meu perfil no Facebook, e tem feito isso incessantemente desde a última terça-feira, crente de que está me causando algum tipo de temor. Ele mandou seus lacaios inúteis para me atacar, me xingar e me ameaçar, foram muitos os que apareceram tentando me amedrontar desde aquele dia.

No mesmo dia em que assumi a posição de Editor-Chefe no Jornalivre, Dimenstein publicou um vídeo com um suposto delegado (ainda vou investigar estas informações) de São Paulo, alegando que iria abrir um inquérito contra mim – como se eu estivesse preocupado. De certo o blogueiro pensou, com isso, que iria me assustar. Ele deve ter me subestimado mais uma vez achando que sou algum bicho do mato, algum colono desinformado e medroso.

Ledo engano...

Dimenstein não é o primeiro a tentar essa tática comigo. Em 2014, por exemplo, um pseudo-jornalista aqui de Joinville tentou me processar porque eu disse que ele nunca foi jornalista, mas somente um bacharel. Ele anexou prints de comentários meus, registrou uma queixa-crime por injúria e queria me arrancar dinheiro de indenização. Fui até a delegacia, voluntariamente, esclareci o caso e ele foi arquivado. Nunca virou um processo porque, assim como as acusações de Dimenstein, o sujeito nada tinha contra mim.

No ano passado ocorreu algo similar. Após um artigo de minha autoria no Sul Connection, em período eleitoral, o ainda candidato e atual prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB), entrou com recurso e me acionou no Ministério Público. Sabem o que fiz? Liguei para o MP, esclareci o caso e o pedido de Gean Loureiro foi arquivado.

Obviamente Dimenstein não sabia disso até agora, porque ele é um péssimo jornalista de verdade e um excelente inventor de lorotas. Daqui a pouco ele aparecerá dizendo que descobriu sobre estas tentativas de processo, mas o caso é que essa tentativa pífia de intimidação não funcionou comigo.

No dia seguinte, ele surgiu com uma postagem no Facebook alegando que eu tinha deletado meu perfil, o que também nunca aconteceu. Na realidade, ele esperava que eu tivesse deletado, porque quando partiu para a intimidação a intenção era justamente essa. Como não aconteceu de verdade, ele inventou que tenha acontecido. Hilário, mas um pouco trágico também.

Vendo que sua ação fracassou, restou a ele partir para alvos tangentes, foi aí que o blogueiro resolveu atacar frontalmente o Sul Connecion. Em algumas das mais patéticas postagens que já vi, Dimenstein colocou as fotos de Jéssiza Cozza, Eduardo Bisotto, Guilherme Macalossi e outros membros do site, numa espécie de inquisição, exigindo que todos imediatamente se apresentassem para lhe dar explicações como se fossem obrigados.

Um circo, é lógico, com o único objetivo de associá-los aos ataques contra mim e colocar todos na mesma linha de acusação, chegando a mencioná-los como membros de uma “rede clandestina” de notícias falsas. O detalhe é que se tem algo que o Sul Connection nunca foi é clandestino. O site sempre teve uma aba com as informações detalhadas sobre seus principais colaboradores, sobre o diretor do site e sobre alguns autores. Além disso, Bisotto é uma figura extremamente conhecida aqui no estado de Santa Catarina, qualquer busca rápida no Google levaria a centenas de referências ao nome dele.

Guilherme Macalossi, que é um dos colunistas e editor do site, é sujeito também muito conhecido, chegou a dar entrevista para o projeto Brasil Paralelo, além de manter um programa de rádio online na Rádio Sonora. Ele já entrevistou figuras influentes da política nacional, até mesmo o senador Lasier Martins. Não é por acaso que ele tenha quase 12 mil seguidores em sua página pessoal no Facebook.

Tudo isso que estou dizendo, é claro, Dimenstein tinha como saber. Não é difícil pesquisar pelos nomes destas pessoas e ver que nenhuma delas é “anônima” ou “clandestina”. O que motivou os ataques do blogueiro contra todos nós, foi certamente uma forma de unir o útil ao agradável. Se de um lado Dimenstein quer desviar a atenção sobre a questão do boteco e das regalias que Haddad lhe concedeu, por outro lado ele também quer dar continuidade ao projeto de censura criado pela extrema-esquerda, que perdeu muito espaço e perdeu totalmente o controle da narrativa que possuía até 2014-2015.

Conclusão

Essas táticas empregadas por Dimenstein poderiam ter funcionado, isso se fôssemos um bando de moleques desmiolados e impressionáveis. Como não é o caso, ele sequer conseguiu nos surpreender. Ao contrário, foi previsível, fez o que esperávamos que fizesse. Agora ele nos forneceu material para partir para a guerra, que é o que queríamos. Eduardo Bisotto e eu vamos processá-lo pelas calúnias, provavelmente o gabinete de Fernando Holiday também vai, e de quebra usaremos isso para provar a todos que Dimenstein é um canalha da pior estirpe e que é ele o verdadeiro propagador de notícias falsas. Isso não é nem o começo dos infortúnios pelos quais Dimenstein passará por ter menosprezado seus inimigos.

A censura não vencerá! Foi para isso que derrotamos o PT e totalitários como Dimenstein não conseguem aceitar. 

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