geral 06/04/2017 às 11:50

Coronel Dimenstein quer vencer no carteiraço. Não vai rolar

* Opinião. Eduardo Bisotto. Diretor do Sul Connection.

Desde que deu início a uma verdadeira caça às bruxas contra a imprensa independente da internet, Gilberto Dimenstein vem apostando tudo e mais um pouco na técnica do carteiraço. Exibe seu passado na Folha. Exibe prêmios jornalísticos que recebeu. E como última e desesperada tática, tem exibido a amizade com um delegado especializado em crimes virtuais. Já que Dimenstein quer brincar de carteiraço, apesar de isso não ter ABSOLUTAMENTE NADA A VER com o crime que ele cometeuresolvi dar algumas referências ao ex-jornalista, até para facilitar o trabalho de alguém que visivelmente desaprendeu como se fazem investigações sérias, preferindo apelar para o espírito de rebanho de parte de seus seguidores na tentativa de escarafunchar a vida de seus inimigos.

Primeiro, Dimenstein poderia passar a mão no telefone e conversar com o delegado Emerson Wendt, chefe da Polícia Civil gaúcha. O doutor Emerson é um dos primeiros policiais especializados em combate à crimes virtuais no Brasil. Tem inclusive um livro publicado a respeito. Também é Mestre em Direito. O doutor Emerson me conhece há uns 8 anos, período em que começamos a interagir no Twitter, onde ele é meu seguidor. Neste período todo, um dos primeiros especialistas em crime virtual do Brasil nunca me viu cometendo qualquer coisa que lembrasse vagamente qualquer conduta ilícita. 

Em segundo plano, Dimenstein poderia buscar referência na área jornalística. Poderia perguntar para Renata Lo Prete ou Alon  Feuerwerker quem sou eu. Eles me conhecem mais ou menos pelo mesmo tempo que o doutor Emerson. Trocamos inclusive contatos telefônicos. Não parece ser o tipo de relação que um criminoso no centro de uma organização destinada a disseminar notícias falsas consiga manter.

Em terceiro lugar, Dimenstein poderia vir para Santa Catarina e procurar referências minhas. Um bom começo seria com o deputado estadual Valdir Cobalchini, o mais votado pelo PMDB nas duas últimas eleições e ex-Secretário de Estado da Infra-Estrutura no governo Raimundo Colombo (PSD) e da Casa Civil no governo de Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Auxiliei politicamente Cobalchini por mais de 10 anos, até dar início ao Sul Connection.

Além de Cobalchini, poderia consultar o próprio governador do estado, Raimundo Colombo. Conheci Colombo no ano de 2009, quando fui o primeiro jornalista do estado a cravar na coluna que escrevia em no Jornal Informe de Caçador que ele seria eleito governador do estado no ano seguinte. Assessores seus me procuraram e tive a honra de conhecê-lo pessoalmente, além de apoiá-lo no pleito de 2010 e também em sua busca pela reeleição em 2014.

Afora isso, Dimenstein poderia conversar com Derly Massaud da Anunciação, atualmente executivo no Grupo RIC-Record. Derly, um companheiro que muito me honra com sua amizade, foi Secretário da Comunicação nos oito anos de mandato de Luiz Henrique, entre 2003 e 2010. Foi neste período que nos conhecemos, por minha atividade no Jornal Informe.

Nasci no interior. Toda minha atividade profissional se desenvolveu em Caçador até 2012. Tive uma breve passagem por Florianópolis neste ano, período no qual tentamos implantar por aqui o Jornal Informe. Retornei ao município e acabei voltando para Florianópolis com o nascimento do meu filho. Vivo na capital apenas há três anos. 

Diferente de Dimenstein, não oculto e nem nunca ocultei minha militância política, tendo a praticado sempre em público, como meu Facebook e meu Twitter atestam, Mas tenho uma diferença fundamental para Dimenstein: desde que o Sul Connection surgiu em 2015, por decisão registrada em nossa carta de princípios, NÃO RECEBEMOS UM ÚNICO CENTAVO DE DINHEIRO PÚBLICO. Nossas atividades tem sido mantidas por esparsas doações de abnegados que acreditam em nosso trabalho e por alguns trocados que pingam do Google Adsense. Nada, ABSOLUTAMENTE NADA ALÉM DISSO. Não acessamos a Lei Rouanet como Dimenstein. Não usamos contatos com políticos para favorecer negócios paralelos que eventualmente pudessemos ter.

Sendo interiorano, sendo pobre, não participando do beautifull people com o qual Dimenstein está acostumado a interagir, não ganhei prêmios, não fiquei famoso e sequer milionário como é o caso do ex-jornalista da Folha. Mas aprendi com minha família que, sendo pobre, nosso único patrimônio é o nome. Um nome que não será enxovalhado por alguém sem espírito democrático, que não aceita críticas e que tenta calar seus críticos de forma criminosa.

Nos encontraremos na Justiça, Dimenstein. E até que este encontro ocorra, este Sul Connection seguirá arrancando sua máscara. Você está tentando calar a liberdade de expressão para que seus botecos e sua relação íntima com os poderosos petistas não venha à baila. Não vai conseguir nos calar.

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