geral 27/03/2017 às 11:44 - Atualizado em 27/03/2017 às 16:32

A Apropriação do Bom Senso

* Opinião. Valter Heller Dani. Comissário da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Na expansão do Império Romano pelo mundo, um dos principais objetivos era a disseminação da cultura romana nos povos dominados. Causa-me muito riso imaginar um centurião romano abordando um indivíduo, numa daquelas terras recém dominadas, aos gritos: “civis statur, hoc est culturae appropriationem”.

Vi esse dias perambulando pelo mercado um imigrante senegalês, não sei por que motivo, trajando a vestimenta característica aqui dos gaúchos. Desfilava tranquilamente empurrando seu carrinho de compras envergando bombachas e alpargatas. No mesmo momento em que vi aquilo senti orgulho das minhas tradições e costumes e fiquei feliz de ver alguém de tão distantes paragens a se identificar com minha cultura.

Não seria a disseminação de uma cultura a prova de superioridade dessa cultura? Será que alguém gostaria de adotar determinada identidade cultural para diminuí-la? Não há a menor possibilidade lógica nisso. Adotar uma cultura, seja nos costumes, seja nas vestimentas, é uma maneira de dizer o quanto você acha interessante essa cultura, a ponto de trazê-la pra si mesmo. Não há homenagem maior que essa.

Por isso toda essa celeuma criada por esses mestres da engenharia social que induzem representantes das minorias, nesse caso os movimentos negros, a se vitimizarem e reclamarem que sua cultura está sendo “apropriada” pelos brancos, me parece uma coisa tão estúpida que ás vezes chego a pensar que estou tendo alucinações quando vejo tais reclamações nas redes sociais.

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