economia 22/03/2017 às 13:56

Reforma da Previdência desfigurada é fruto da omissão dos anti-petistas

Com proposta do MBL sendo solenemente ignorada, sindicatos petistas avançam sua pauta e fazem iniciativa privada e trabalhadores pagarem a conta sozinhos.

Quando Michel Temer (PMDB) apresentou sua proposta de Reforma da Previdência, deixava clara a vontade de deixar um legado para o país em seu curto mandato de transição. Ainda que tímida, a Reforma buscava ao menos tampar os principais furos que tem aberto um rombo gigantesco nas contas da Previdência Pública, transformando o futuro em um buraco negro sem que haja qualquer vislumbre de luz.


Na época em que a Reforma entrou em pauta, o Movimento Brasil Livre agiu rápido e apresentou sua contraproposta. Baseada nos estudos feitos pela Fipe, a contraproposta do MBL vislumbrava a mais completa proposta de Reforma da Previdência já vista no Brasil. Entretanto, as dificuldades apresentaram-se assim que o MBL tornou pública a sua proposta: os movimentos anti-petistas, Vem Pra Rua e outros menores à frente, simplesmente ignoraram a discussão.
 

O resultado é simples: a esquerda tomou a dianteira. Com sindicatos mobilizados, Lula no palanque e reação no país inteiro, Michel Temer e sua base aliada viram-se obrigados a recuar. E o que temos no momento é uma Reforma da Previdência que se no começo era tímida, agora é francamente um Frankstein. Servidores públicos estaduais saem da Reforma. E a iniciativa privada, sejam os empresários, sejam os trabalhadores, terão de pagar a conta.


É mais uma lição para a nova direita e para o anti-petismo. Há um ano das eleições Presidenciais, fica claro que a esquerda continua tão forte quanto sempre. E se os movimentos anti-petistas continuarem mais preocupados em levar artistas para seus caminhões em manifestações, ao invés de fazerem a luta política cotidiana necessária, não será nenhuma surpresa ver Lula de volta à Presidência da República.

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