economia 21/03/2017 às 17:48

Após recessão provocada pelo PT, IDH fica estagnado pela 1ª vez desde 2010

Recessão vem se prolongando desde 2014, momento em que as medidas populistas de Lula e Dilma começaram a apresentar a conta.

Uma recessão de três anos a fio, iniciada já no ano eleitoral de 2014 e continuada intermitentemente até o fechamento de 2016, não deixaria de apresentar sua conta. O relatório das Nações Hunidas sobre Desenvolvimento Humano, com a publicação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) publicado nesta terça-feira (21), traz uma notícia triste: pela primeira vez desde 2010, o Brasil deixou de avançar no ranking e ficou parado na 79ª posição. É preciso entender como chegamos a esta triste realidade.


Tudo começou em 2008. Após seis anos seguindo a ortodoxia preconizada por Henrique Meirelles, então Presidente do Banco Central, Luís Inácio Lula da Silva viu-se na contingência de demitir o Ministro da Fazenda, Antônio Palocci, na esteira do escândalo envolvendo o caseiro Francenildo. Para seu lugar, Lula levou um petista puro-sangue, "o italiano" Guido Mantega, como era chamado na planilha de propinas da Odebrecht.


Guido, um populista convicto, passou a adotar o quê chamou equivocadamente de "medidas anti-ciclícas". Segundo a teoria econômica keynesiana, medidas anti-cíclicas são tomadas em momentos em que a economia encontra-se estagnada, buscando injetar ânimo nos agentes do mercado, sejam investidores, produtores ou consumidores. Era o auge da crise global desencadeada pela quebradeira do setor imobiliário nos Estados Unidos. Parecia fazer sentido.


A fraude ficaria escancarada já em 2011. Após produzir um artificial crescimento de 7,5% em 2010, não por coincidência um ano eleitoral, o maior crescimento já registrado desde 1986, 2011 já começou a mostrar sinais de que a política estava equivocada. As tais "medidas anti-cíclicas" vieram junto com um pacote de incentivos a setores escolhidos a dedo pelo governo, com vencedores igualmente escolhidos a dedo. Foi o caso de Eike Batista e seu falido império X, os irmãos Batista da Friboi ou a Odebrecht na construção pesada. Curiosidade: 1986 também registrou um crescimento de 7,5% no auge do Plano Cruzado, uma farsa que durou pouquíssimo tempo.


Aos trancos e barrancos, Dilma levou a economia com incentivos, subsídios e financiamentos do BNDES até 2014. Mas mesmo no ano da reeleição dela, já tínhamos um crescimento pífio. Em 2011, primeiro ano de mandato de Dilma, o crescimento já saiu dos 7,5% do ano anterior para menos de 4%. Em 2012 caiu novamente, com menos de 2% de crescimento. Um voo de galinha, provavelmente feito pensando na eleição do ano seguinte, ameaçou acontecer em 2013, quando o PIB cresceu pouco menos de 3%. Mas a alardeada recuperação de Dilma e Mantega se reencontrou com a realidade em 2014: crescimento zerado. E foi esta a realidade do país também em 2015, com uma piora acentuada em 2016, quando pela primeira vez em décadas vimos nosso PIB encolher mais de 3%.


É claro que esta situação econômica impacta na vida das pessoas. É evidente que menos crescimento representa menos empregos, salários menores, alimentação e educação piores. 


O caminho para a melhora será duro, exigirá sacrifícios e demandará, principalmente, a compreensão de que não existem soluções simples para problemas complexos.


O populismo da era lulista arrebentou um país que começava a encontrar o rumo do desenvolvimento.


Tomara que tenhamos aprendido a lição.

Notícias Relacionadas