geral 19/03/2017 às 20:30

O anti-trumpismo do Oscar é o retrato do esquerdismo globalista

* Paulo Leskov.

Evento de alta carga simbólica progressista. Na entrega do Oscar 2017, o ápice da Sétima Arte, realizou-se uma cerimonia abertamente anti-Trump. Começaram logo dizendo que o evento estava sendo acompanhado em centenas de países que odeiam os EUA. Ora, por qual razão dizer isso?


O país que sedia o maior evento de premiação cinematográfica vira motivo de chacota dos seus próprios artistas de cinema perante o resto do mundo? Por quê? Simples. Porque Trump é o presidente. É não medir esforços para vingar-se do candidato vencedor e no qual você não votou. Chutaram o cara. Mesmo sendo obrigados a chutar o país inteiro junto.


Premiaram um filme feito por um negro, o qual conta a história de um negro gay, e cujo elenco só tem negros. Sem problema. Coincidências do acaso. Talvez o filme seja bom. Não vi.


Em se tratando de um evento abertamente anti-Trump (e não esqueçam que, durante a campanha presidencial, Trump foi tachado de racista, xenófobo, homofóbico e sexista, além de louco), acho que pensaram em agredí-lo ao dar a estatueta a um filme com certa tonalidade ideológica e politicamente correto. Como se Trump tivesse prometido, alguma vez em sua campanha presidencial, realizar um governo malvado contra negros e para perseguir gays.


Antes disso, na entrega da estatueta para o filme escolhido, por ironia, cometeram um erro e anunciaram o vencedor errado. Ou o certo, sabe-se lá o que fizeram eles. A equipe do filme errado subiu ao palco. Todo mundo feliz. Os organizadores, mais preocupados em realizar um espetáculo anti-Trump, deixaram que os "falsos ganhadores" fizessem discursos. Um deles filosofou dizendo que "a repressão é inimiga da civilização". Por qual razão proferiu tamanha reflexão sobre a civilização? Estava a falar de Trump? Não sei. Só sei que foram logo chutados de lá, pois os verdadeiros vencedores foram chamados a subir ao seu lugar de direito.


Foi vergonhoso. Um desbaratamento. Total desalinho. Como diria Collor: uma patuscada. Imitando o tuíte de Trump, eu pergunto: "quem diabos é o responsável por aquela produção?". 


Melhor filme estrangeiro. Para um iraniano. Perceberam a coincidência? Pode ser. Divaguem.


A verdade é que a turma do Oscar não está só. Leia os grandes jornais, veja os canais de TV. Ouça Diogo Mainardi afirmando sobre a provável vitória dos socialistas na França por consequência direta dos desastres resultantes do governo Trump (o mesmo Mainardi que reuniu os colegas em 09/11 numa sala para fazer a cobertura, via internet, da vitória certíssima de Hillary. Deu xabu!). Não sei se os socialistas vão ou não vencer na França ou se Marine Le Pen. Não tenho bola de Cristal. Nem Mainardi. Ele não acerta um resultado de eleição.


No Oscar, o apresentador disse que ali ninguém tolera notícias falsas. Ora, o que se diz sobre a vitória do republicano o tempo inteiro? Que é produto da pós-verdade, de fake News, de notícias falsas. Mas, interessante, só lançaram mão desse conceito exótico após a derrota de Hillary. Antes disso, ela poderia ganhar, não é mesmo?


Porém, não contentando-se em apenas inventar um novo conceito no calor do momento do revés progressista no centro da maior potência do planeta, deram início até mesmo a um plano para combatê-lo com unhas e dentes, inclusive com o apoio do Facebook. Fizeram listas de pequenos veículos (concorrência!) que funcionariam, segundo suposições alarmistas, como que fontes altamente energizadas de raios cósmicos da mentira contra os progressistas.


Em princípio, não deveria haver tamanha histeria. Não haveria, caso os grandes veículos não fossem tentáculos e dependentes do establishment, cujas faces mais visíveis são a ONU, mega-investidores, fundações feministas pró-aborto, ONGs alarmistas do aquecimento global antropogênico, União Europeia e a ponta do iceberg representada pela candidatura de Hillary Clinton.


Hollywood teria feito um espetáculo certinho. Tivessem a preocupação apenas com os filmes e técnicas afins, deixando-se de lado as questões ideológicas-partidárias e a militância política, não teriam passado pelo vexame com a assistência de milhões de telespectadores em centenas de países. Ou ele não seria tão vexaminoso.

Notícias Relacionadas