politica 17/03/2017 às 16:17 - Atualizado em 17/03/2017 às 16:25

Armas pelo quê? Pela vida das vítimas do crime

Artigo de Rodrigo Stedile Sixto

POR RODRIGO STEDILE SIXTO

“Quanto mais ignorantes somos sobre determinado tema, mais fácil é formar certezas sobre ele. Não é uma suposição, é um fato.” Disse o jornalista Paulo Germano em sua coluna na Zero Hora, do dia 10 de março deste ano, intitulada “Como ter certeza sobre qualquer assunto”; resultando na premissa lógica de que o jornalismo não deve ser exercido por palpiteiros.

Contudo, o jornalista da RBS em seu artigo histérico: “Armas pelo quê?”, publicado em 17 de março, por ignorância ou má-fé, aplicou “ipsis litteris” a fórmula antiprofissional que condenara. Taxativamente, considerou o “slogan Armas Pela Vida uma sandice”; afirmando que “armas são pela morte, ainda que a morte seja em legítima defesa”.

Cumpre explicar que o movimento Armas Pela Vida surgiu em Porto Alegre, espalhando-se pelo país, de uma indignação legítima de cidadãos mediante os índices alarmantes de violência e homicídios no Brasil, superando a marca, típica de locais em guerra, de 70 mil homicídios por ano.

Principalmente, originou-se de uma revolta de indivíduos indefesos frente a um estado o qual desrespeitou a vontade maciça popular que optou pela Liberdade de poder comprar armas para a sua defesa, mesmo bombardeada pela mídia com mensagens desarmamentistas. Resultado que nenhum presidente pós Constituição de 1988 recebeu nas urnas.

A vontade do povo foi desrespeitada pelos governos de esquerda. Foi negado o Direito Natural e fundamental dos indivíduos à legítima defesa armada. O estado não tem o direito de desarmar seus cidadãos, atitude típica e reiterada de regimes totalitários ao longo da História, e deixá-los a mercê do abate, como gado, por criminosos armados.

Por isso, o Armas Pela Vida organiza a sua segunda manifestação a favor do PL-3722, no próximo domingo, dia 19 de março, com o apoio, dentre outros, de políticos (que formaram a Frente Parlamentar Armas pela vida em níveis: municipal, estadual e federal) e de profissionais da área de segurança, como Bene Barbosa, autor do livro: “Mentiram para mim sobre o desarmamento.”

Pesquisa acadêmica de Harvard, em 2007, afirmou que o direito de posse de armas reduz a criminalidade. De acordo com os especialistas: países que têm mais armas tendem a ter menos crimes. A pergunta que fica: Paulo Germano pesquisou o assunto ou procurou contato com os organizadores do movimento antes de professar a sua ignorância em prol da criminalidade?

Paulo Germano é aquele que vota no “Socialismo e Liberdade” e vê problemas no Armas Pela Vida.

Em 2005, 87% dos gaúchos votaram contra o desarmamento. Desde a aprovação do estatuto do desarmamento, o número de mortes por armas de fogo aumentou 43% no estado. Paulo Germano pensa que armas não podem ser usadas para proteger nossas vidas. Provavelmente, os seguranças da porta da Zero Hora estão portando jornais em seus coldres.

Desde o início do nosso movimento, distribuímos materiais explicando que armas de fogo são utilizadas com uma frequência 80 vezes maior para impedir crimes do que para tirar vidas. Paulo Germano está desinformado. Sendo um jornalista e se metendo a comentar o assunto, suas atitudes configuram-se como: irresponsabilidade e falta de profissionalismo. Se acha que não podemos ter Armas Pela Vida, nós temos certeza de ele pode fazer Jornalismo Pela Morte.

Paulo Germano não compreendeu que a vida, do “Armas Pela Vida”, refere-se à das vítimas – que permanecerão salvas! Muitas vezes, o simples porte da arma inibe a morte de um inocente sem a necessidade de um único disparo. A única forma, por exemplo, de uma mulher superar a iminência de violência por parte de um criminoso forte é pela arma. Proibir armas porque existe polícia seria o mesmo que pretender proibir extintores de incêndio porque existem bombeiros. Armas salvam vidas.

Rodrigo Stedile Sixto é advogado societário e fundador do movimento Armas Pela Vida

Clique aqui para ler o artigo de Paulo Germano na Zero Hora

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