politica 02/03/2017 às 17:53

Marcelo Odebrecht garante: só fez doações legais para Aécio Neves e o PSDB

Depoimento do empreiteiro, principal pagador de propinas para Lula e Dilma, demole tese petista que tentava envolver senador tucano.

Não foi desta vez. O Partido dos Trabalhadores, Lula, Dilma e todos seus blogs de aluguel na internet passaram meses repetindo que quando o depoimento de Marcelo Odebrecht viesse à tona, Aécio Neves e o PSDB seriam enterrados juntos com o petismo. Deu ruim. Na verdade, deu bem ruim. Em seu depoimento, Marcelo, agora um delator premiado garantiu: as doações da empreiteira para o tucano foram estritamente legais.


Segundo Odebrecht, Aécio lhe pediu uma doação de R$ 15 milhões ao final do Primeiro Turno das eleições Presidenciais de 2014. Pedido absolutamente comum em campanhas eleitorais. Odebrecht teria negado o pedido, afirmando que o valor era muito alto. Era o evidente medo de retaliação do esquema criminoso do PT, no qual Odebrecht era premiado com as melhores obras, em troca de repassar propinas estratosféricas ao petismo. Como alternativa, Aécio teria sugerido que os repasses fossem feitos para aliados políticos seus, em parcelas menores, o quê não chamaria tanto a atenção. Vale destacar: sempre de maneira declarada e dentro do caixa oficial das campanhas.


No fim da história, o aporte financeiro acabou não se concretizando. Odebrecht repassou a situação para o executivo Sergio Neves, superintendente da empreiteira em Minas Gerais e a operação não teve qualquer desfecho.


Como faz em qualquer campanha, a empreiteira realizou doações menores para o tucano. Sempre, vale ressaltar, devidamente registradas.
 

Vale ressaltar que o PT também tem tentado envolver o PMDB, do Presidente Michel Temer, no esquema de propinas da Odebrecht. Acontece que de forma idêntica ao relatado por Odebrecht em relação a Aécio Neves, a doação de R$ 10 milhões também se deu de forma legal e devidamente registrada, sem passar por qualquer esquema financeiro paralelo, como era o caso do petismo.
 

Cai mais uma calúnia petista.


As informações são do jornalista Fausto Macedo no Estadão.

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