geral 21/02/2017 às 22:19

Surpresa! Chefão do PCC foge no dia do julgamento

Você pode até não acreditar, mas Gegê do Mangue, número 3 da organização criminosa não estava em nenhum endereço que forneceu à Justiça.

Tem coisas que só acontecem no Brasil. Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, é reconhecido como número três na hierarquia do Primeiro Comando da Capital, o famigerado PCC. Mesmo sabendo disso, a Justiça não tinha decretado até o momento um mandado de prisão preventiva contra Gegê. Seu julgamento por duplo homicídio estava marcado para hoje. E adivinha só: Gegê não compareceu ao julgamento e também não foi encontrado em nenhum dos endereços que forneceu à Justiça.


Parece piada. Mas é só o Brasil, mesmo. 


Já no início do julgamento, uma manobra dos advogados de Gegê obrigou o juiz Luiz Gustavo Ferreira a adiar o julgamento para o dia 3 de maio. Os defensores renunciaram ao caso e o advogado substituto alegou que não teve tempo de analisar o processo. O promotor Rogério Leão Zagallo pediu a prisão do acusado. Que como não estava em lugar nenhum, agora está foragido.


Segundo o MP, Gegê, em parceria com outros integrantes do PCC, ordenou a execução de Nilton Fabiano dos Santos, o Midas, e o Rogério Rodrigues dos Santos, o Digue, em 5 de outubro de 2004, na viela 16 da Favela do Sapé, no Rio Pequeno, na zona oeste da capital. Para sustentar essa visão, a promotoria pretende apresentar interceptações telefônicas em que mostram Gegê e comparsas discutindo o crime.


Os homicídios teriam sido motivados para vingar as mortes de traficantes conhecidos apenas como Micaratu e Zóio de Gato, braços do PCC na favela. Teriam sido Midas e Digue os responsáveis pelos assassinatos, supostamente motivados por disputa por ponto de venda de drogas na região.

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