politica 21/02/2017 às 21:57

Com denúncias de fraude, eleições no Equador caminham para 2º turno

É mais um país da região em que o bolivarianismo está prestes a ser enterrado.

Rafael Corrêa é um bolivariano esperto. Há vários anos, intuindo a derrocada de Hugo Chávez e do tosco bolivarianismo venezuelano, começou a se afastar do mentor do movimento populista que arrastou mais da metade da América do Sul. Adotou uma política econômica relativamente bem sucedida, manteve o país estável, com a dolarização completa da economia e fez um mandato popular.


Sendo assim, seria de se esperar que seu candidato nas eleições Presidenciais vencesse com facilidade, ainda mais diante de uma oposição que em nenhum momento de seu governo mostrou capacidade de mobilização. Não foi o quê aconteceu. Com mais de 95%, Lenín Moreno, ex-vice de Corrêa e candidato do governo, está com 39,21%. Enquanto isso, o candidato da oposição, Guillermo Lasso, registra 28,85% dos votos.


Segundo as regras eleitorais do Equador, para vencer no Primeiro Turno um candidato tem que superar a marca dos 40% dos votos e ter uma diferença de 10% em relação ao segundo colocado.


Caso seja confirmado o segundo turno, a nova votação deve ocorrer no dia 2 de Abril. O Equador registra historicamente a maior série de viradas em 2º Turno nas eleições presidenciais em todo o continente.


Opositores acusaram uma suposta fraude do governo, que buscaria levar a eleição ainda no 1º Turno.


Se a fraude ocorreu, parece não ter sido o suficiente.


Mais um país da região parece prestes a enterrar o bolivarianismo de vez.


A foto que ilustra o post é de José Jácome da Agência EFE.

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