politica 21/02/2017 às 15:38

Institutos começam a mostrar Le Pen competitiva no 2º turno

Se antes dava-se como certo que a candidata seria fragorosamente derrotada, com a proximidade da eleição institutos começam a ajustar resultados.

No Brasil a técnica é conhecida: um determinado Instituto de Pesquisas, próximo a determinado candidato, abre suas pesquisas, com meses (ou até anos) de antecedência mostrando um cenário róseo para seu candidato. Com as eleições se aproximando, os números começam a "se ajustar" magicamente e até a véspera da eleição os Institutos acabam "acertando". O fenômeno, que parecia local, parece ter se estabelecido mundo afora.

Na França, até bem pouco tempo, todos os Institutos insistiam que Marine Le Pen, candidata da direita nacionalista estabelecida no partido Frente Naciona, venceria no primeiro turno mas seria massacrada no segundo, fosse quem fosse o adversário. Eis que ontem o Insituto Opinionway divulgou uma nova pesquisa, com significativa melhora da situação da candidata.

Contra Emmanuel Macron, ex-Ministro da Economia no desastrado governo socialista de François Hollande e auto-intitulado "independente", Le Pen faria 42%, enquanto o adversário fecharia com 58%. Há uma semana ela tinha 37% e Macron 63%. Isso significa que Macron teve uma queda de 5 pontos percentuais, enquanto Marine cresceu os mesmos cinco pontos. Faltando nove semanas para o pleito e mantida a tendência, Le Pen venceria até com certa folga.

Já contra François Fillon, candidato dos Republicanos, partido da direita tradicional, a situação de Le Pen parece ainda melhor: ele teria 56% e ela 44%. Uma diferença de 12 pontos percentuais que, considerando a curva de tendência, também seria diluída facilmente nas nove semanas que faltam para a eleição.

Não por coincidência, hoje Marine Le Pen foi alvo de uma ação da polícia, que acusa uma assessora sua no Parlamento Europeu de ser funcionária fantasma.

Vale lembrar que na véspera das eleições americanas, o governo de Obama tentou criar o escândalo dos hackers russos, que a mando de Vladimir Putin e do Kremilin estariam trabalhando para manchar a campanha de Hillary Clinton e favorecer Donald Trump.

Não colou. Como se sabe, Trump é o Presidente americano e os Democratas tentam, até agora, lamber suas feridas.

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