politica 19/02/2017 às 20:38 - Atualizado em 19/02/2017 às 20:41

Reforma política deve encaminhar fim dos partidos de aluguel

Cláusula de barreira e fim das coligações proporcionais devem garantir que legendas que só servem para negócios escusos sejam finalmente extintas.

São 35 partidos políticos registrados, mais alguns em vias de conseguirem o registro. Não há nenhuma democracia saudável no mundo com tamanho número de partidos, ainda mais se considerarmos que o Brasil pratica o financiamento público para políticos, via Fundo Partidário e Horário Eleitoral "Gratuito". O motivo da farra no número de legendas é simples: com tanta grana em jogo, quando se consegue registrar um Partido Político se abre mais uma frente de negociações: as famigeradas coligações destinadas apenas a engordar o tempo de TV dos candidatos.
 

Aliás, negociações para aumentar o tempo de TV foram uma das principais causas de corrupção detectadas pela Operação Lava-Jato. O dinheiro desviado da Petrobras, em diversas ocasiões, foi direto pro bolso de dirigentes partidários que toparam engordar o tempo de TV das campanhas de Dilma, tanto em 2010 quanto em 2014. 


Sendo assim, acabar com as legendas de aluguel e com este balcão de negócios asqueroso é certamente prioridade em qualquer reforma política. Não surpreende que o Presidente Michel Temer, Presidente de Honra do maior partido do país, o PMDB, apoie justamente estas medidas.


Em recente reunião com dirigentes do PSB, Temer foi enfático: sua Reforma Política irá prever cláusula de barreira e fim das coligações proporcionais. Desta maneira, nanicos também terão dificuldades muito maiores de eleger deputados, conseguindo maior acesso ao Fundo Partidário, já que não contarão com o voto de legendas maiores para engordar seus puxadores.


Certamente a Reforma Política é tão importante quanto as demais reformas. Se aprovada, Temer deixará um imenso legado para as próximas gerações do país.

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