politica 18/02/2017 às 18:08 - Atualizado em 18/02/2017 às 18:18

Contraste: enquanto Doria acaba com uso de carros oficiais, Kalil libera até pra passeio

Prefeito de Belo Horizonte quer utilizar frota de luxo da prefeitura para passear, enquanto seu colega de São Paulo economiza milhões.

João Doria Jr. foi eleito em São Paulo com um discurso bastante simples: não era político, era um gestor e se comportaria como gestor na prefeitura de São Paulo. Alexandre Kalil foi eleito exatamente com o mesmo discurso: não era um político e por não ter os vícios da profissão faria um governo radicalmente diferente em Belo Horizonte. O primeiro mês dos dois prefeitos já deixou claro: só discurso não resolve nada.
 

Assim que foi eleito, Kalil já começou a deixar claro que o discurso tinha ficado no passado. Se aproximou do petismo mineiro, buscou em quadros históricos do PT sua sustentação e partiu para o loteamento do governo. Já Doria nomeou gestores, costurou parcerias inéditas com a iniciativa privada, sem qualquer custo para o município, tendo no Corujão seu modelo maior e impôs um ritmo de trabalho inédito em administrações públicas no país.


Mas uma medida simples mostra o poço de distância que separa os dois prefeitos eleitos praticamente com o mesmo discurso: o modo como resolveram tratar o uso do patrimônio da administração. Enquanto Doria simplesmente extinguiu o uso de carros públicos, determinando a utilização do Uber, táxis ou quaisquer meios alternativos de transporte, gerando uma economia gigantesca, Kalil baixou um decreto regulamentando o uso de carros oficiais para uso até mesmo nos finais de semana.


Parece surreal, mas é exatamente o quê você leu: Kalil determinou que se Secretários, o vice ou ele próprio quiserem sair passear no final de semana, até mesmo fora de Belo Horizonte, podem utilizar os carros de luxo do governo livremente.


Não a toa, Kalil já enfrenta um grande desgaste junto à opinião pública.


Ao mesmo tempo, Doria vê sua estrela subindo cada vez mais.


Que fique a lição: só discurso anti-política não resolve. Capacidade de gestão e histórico de realização são fundamentais, especialmente quando o cargo em questão é para o Executivo. É isso que separa os gestores dos populistas.

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