politica 06/01/2017 às 16:43

As falas do abjeto Eugênio Aragão mostram o quanto o Brasil melhorou após o impeachment

* Eric Balbinus, coordenador do MBL e autor do blog O Reacionário

Ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, o procurador Eugênio Aragão fez mais uma das suas declarações absurdas ao afirmar que a turma da Operação Lava Jato quer “dividir o povo entre homens do bem e safados”. Disse também que eles “não entendem nada de economia, que o problema do Brasil é a desigualdade social e não a corrupção”. Quem quiser ler o absurdo, está lá no Estadão. Antes desses impropérios contra os membros do Ministério Público, Aragão já havia dito que “a corrupção é a graxa na engrenagem da máquina econômica”. 

Eugênio Aragão foi escolhido para o cargo de Ministro da Justiça pela presidente Dilma Rousseff março de 2016, em substituição ao procurador Wellington César Lima e Silva (ele decidiu deixar o governo após decisão do STF determinando que seria inconstitucional um membro do Ministério Público assumir cargo político sem se desligar do cargo. O impedimento não se aplicou a Aragão porque ele ingressou no MP antes da vigência da Constituição de 1988). 

Aragão é uma prova vida de várias coisas. Mostra até onde vai o pensamento totalitário, ao apelar para um modelo de parceria destrutiva entre Estado e corporações semelhantes aos zaibatsu do Japão Imperialista e a IG Farben (sociedade empresarial fundada em 1925 que atuou como protagonista no plano econômico nazista). A diferença é que Aragão acha justo que empresas como OAS, Odebrecht, Braskem e Petrobras atuem de maneira criminosa para fortalecer o plano de poder do Partido dos Trabalhadores. Olhem como agia o Partido Nacional-socialista dos Trabalhadores Alemães. Era a mesma sordidez defendida pelo ex-ministro. 

O ex-ministro também prova que devemos ficar atentos com a recente onda histérica propagada por alguns formadores de opinião que querem um judiciário “empoderado” a revelia da Constituição e da própria noção de Direitos Humanos. Os que querem admitir provas ilegais “desde que admitidas de boa fé”, restrição do habeas corpus e “testes aleatórios de honestidade” se esquecem que o MPF não é composto apenas de Pozzebons e Dallagnols, mas também de gente com moral deformada como o sr. Aragão. Se o MP já consegue emplacar absurdos como a proibição do uso de balas de borracha pela PM na contenção de protestos violentos da extrema-esquerda, imagine o que não fariam caso pudessem ter superpoderes. Todo o cuidado parece pouco quando se trata de certos sociopatas. 

No entanto, a maior prova que o ministro dá é da melhora do país no âmbito de suas instituições. Por mais que pareça contraditório para quem critica o presidente Michel Temer por sua fraqueza, há que se reconhecer que a pinguela de Temer é melhor do que aquela corda no barranco que era o governo Dilma Rousseff. Com Dilma, Lula e PT, pessoas que comungam das ideias tortas de Aragão ocupavam o alto escalão da república. Com sua moral tirada do esgoto, faziam o que bem entendiam. Hoje vivemos tempos onde ministros ficam ameaçados de queda por falas fora do contexto ou por indiscrições, como foi o caso Geddel.

Na República do PT, a corrupção era institucionalizada e a justiça vista como fascismo. Em que pesem certas idiossincrasias do procurador Deltan Dallagnol e de outros membros da Operação Lava Jato, ninguém pode censurar o MPF por fazer o seu trabalho. Quem o faz são os comensais da morte, os signatários da barbárie. Gente como Aragão, que milita pela imposição da infâmia. Nós temos muitos desafios pela frente, mas certamente superamos a fase em que tínhamos esses monstros morais com as rédeas do Estado nas mãos.  Desse avanço não podemos retroceder: teremos que lutar para combater outras raposas (todas menos letais que os sicários do petismo). O outro grande desafio será evitar o retrocesso, que é a volta da seita sociopatas ao poder. 

 

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