politica 05/01/2017 às 14:10

Forças Armadas são mantidas longe de problemas que poderiam solucionar

Ministro da Defesa, Raul Jungman (PPS), volta com lenga-lenga de que Exército não resolve insegurança. Aparentemente só no Haiti dá certo.

Desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) uma política segue inalterada: aquela que mantém as Forças Armadas distantes, bem distantes de quaisquer assuntos que envolvam problemas internos do país. O motivo parece ser óbvio: FHC, Lula e Dilma tiveram problemas sérios com as Forças Armadas durante o Regime Militar. Dilma, inclusive, foi pra bala com os milicos.


Esta política de alienamento das Forças Armadas em relação aos problemas nacionais poderia chegar ao fim com Michel Temer, um professor universitário que nunca teve nenhuma postura exarcebada em relação ao Regime Militar. Poderia desde que Temer não tivesse nomeado para a pasta da Defesa o deputado Raul Jungman, do PPS, ex-Partido Comunista Brasileiro.


É nítido que o Sistema Prisional brasileiro faliu. É nítido que estados nordestinos como Alagoas estão com boa parte de seus territórios dominados pelo narcotráfico. É nítido que estamos vivendo uma Guerra Civil disfarçada. Mas nada disso faz um esquerdista que quer manter as Forças Armadas distantes dos problemas nacionais se comover.


Ontem, mesmo diante da comoção provocada pelos eventos do Massacre de Manaus, Jungman já disparou sua metralhadora retórica de bobagens. "Exército não resolve", ele afirmou. Hoje, em evento armado às pressas para que o Governo Temer apresentasse um arremedo de resposta ao caos vivido no setor, Jungman reafirmou a bobagem.


Então ficamos assim: o Exército pode atuar como polícia no Haiti. Pode atuar como polícia em Missões de Paz da ONU. Pode ajudar a pacificar favelas cariocas nas vésperas da Olimpíada. 


Mas que ninguém espere um Exército atuante no dia-a-dia da Segurança Pública nacional. Aí os esquerdistas garantem: "Não resolve".


É asqueroso.

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