politica 02/12/2016 às 19:48 - Atualizado em 02/12/2016 às 19:49

Ex-Senador perseguido por Evo Morales é sogro do piloto de avião da tragédia da Chapecoense

Roger Pinto Molina vive exilado no Acre desde que conseguiu fugir para o Brasil.

A saga de Roger Pinto Molina é digna de filme. Senador de oposição na Bolívia, Pinto Molina teve de buscar refúgio na Embaixada do Brasil naquele país, sendo prontamente recolhido pelo embaixador Eduardo Saboya. A atitude do diplomata não agradou nem um pouco o esquerdista governo de Dilma Rousseff (PT), aliada íntima de Evo Morales, Presidente bolivariano do país andino. O quê fez Molina ficar mais de um ano entre 2012 e 2013 confinado no interior da Embaixada, junto com o próprio Saboya.


Molina só chegou ao Brasil após um mirabolante plano de fuga, saindo escondido no porta-malas de um carro de dentro da embaixada. Sua situação no país permaneceu nebulosa por um bom tempo, com Dilma se negando a conceder o óbvio e necessário asilo. Eis que três anos depois de conseguir a liberdade em solo brasileiro, Pinto Molina se defronta com outra tragédia: ele era o sogro do piloto do avião que tirou a vida da equipe da Chapecoense, sua direção e convidados que iam para a primeira partida da final da Copa Sulamericana contra o Atlético Nacional de Medellín, na Colômbia.


Em entrevista ao portal G1, Pinto Molina pediu perdão às famílias e também que se respeite a dor de sua própria família. "É um golpe irreparável. Uma perda que a gente não vai conseguir reverter. É difícil, mas, sobre tudo isso, nós compartilhamos nosso sofrimento com os milhões de brasileiros. Queremos apresentar, em nome da nossa família, da minha filha Daniela, dos meus netos, dos pais, de todos os bolivianos que faziam parte daquela delegação, nossos pêsames, nossa solidariedade", disse Molina.


A foto que ilustra o post é uma reprodução da Rede Amazônica Acre, afiliada da Rede Globo naquele estado.

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