politica 26/11/2016 às 15:12 - Atualizado em 26/11/2016 às 15:39

Os esqueletos da Cuba de Fidel Castro

* Opinião. Cristiano Oliveira. Oficial da Polícia Militar do Pará.

 

Hoje é dia de tirar esqueletos do armário e de levá-los à sala para um bate-papo com os amigos socialistas, que lamentam a morte de um ditador assassino.
 

De REINALDO ARENAS, poeta e novelista, que foi perseguido, preso e torturado por ser HOMOSSEXUAL crítico do regime de FIDEL, à Orlando Zapata Tamayo, pedreiro e encanador, que foi preso em 2003 e morto em 2010 após 85 dias de greve de fome, há muitas histórias pessoais que são a verdadeira face do regime cruel de Fidel Castro na ilha de Cuba.
 

Os esqueletos do regime cubano incomodam porque contestam a história oficial de Cuba segundo a esquerda. Eles revelam que em Cuba há racismo e machismo. Em Cuba há homossexuais oprimidos pelo regime e os pobres, a maioria da população, são esmagados pela elite econômica, que é também a elite política burocrática. Por tudo isso a história é contada de forma diferente sobre a ilha prisão.


Historiadores de estirpe marxista relatam a história como uma intensa luta impulsionada pelo anseio de liberdade e igualdade no confronto entre classes; eles sempre descrevem o negro, as mulheres, os homossexuais e as classes mais pobres como protagonistas de seus destinos e sucessos. Na medida em que historiadores recusam-se a contar a história de outras sociedades segundo os vencedores, sobre o governo cubano ela é contada de forma bem diferente, porque precisam esconder, negar e mentir para manter a versão vitoriosa da revolução. E a versão dos revolucionários vencedores não suporta a verdade.Da caneta do historiador marxista não sairá jamais a vitória do negro cubano vítima de racismo e alijado da participação política porque a REVOLUÇÃO venceu primeiro, mas a revolução foi/é racista.


Não haverá relato da luta gloriosa das feministas porque o machismo do ditador cubano também venceu e impediu qualquer protagonismo feminino na ilha prisão.


Não sabemos nada de notórios homens e mulheres homossexuais participando da evolução política e da construção da liberdade em Cuba porque o ditador mandou matá-los ou prendê-los — os poucos que existem falam desde fora do país de onde fugiram, mas isso não interessa àqueles historiadores .


Os historiadores tão acostumada a dar versões da história segundo um protagonismo de classe precisam hoje dar conta dessas omissões monstruosas diante da exaltação do regime cruel que ajudaram a criar com seus relatos de exaltação da revolução.


Fidel Castro, o ditador assassino e racista, morreu e a esquerda não sabe mais como disfarçar a relação que tem com o legado vergonhoso que ele deixou. É por isso que só podem insistir na exaltação revolucionária sem dizer muito sobre a justiça que jamais realizou ao homem negro, à mulher, ao homossexual à massa de homens e mulheres pobres de Cuba.

Notícias Relacionadas