economia 22/11/2016 às 15:33 - Atualizado em 22/11/2016 às 16:51

Desde 1995, Yeda foi ÚNICA governadora do RS a fechar mandato no azul

Governadora que foi a mais perseguida da história, tanto pela imprensa quanto pelos sindicatos, entregou contas em dia. Tarso faliu o estado de vez.

EDUARDO BISOTTO.
DIRETOR DO SUL CONNECTION.


Yeda Rorato Crusius (PSDB) venceu de maneira absolutamente surpreeendente a eleição para o Governo do Rio Grande do Sul em 2006. Quando todos os analistas enxergavam a polarização entre PMDB e PT no estado, Yeda passou ao segundo turno contra o petista Olívio Dutra e massacrou o galo dos pampas, com votação recorde e tornando-se a primeira mulher a governaar o estado. Seu governo não foi menos surpreendente: muito antes que virasse modinha falar em austeridade e gestão, Yeda mostrou que sua passagem como Ministra da Administração de Itamar Franco não havia sido de graça e comandou um verdadeiro choque de gestão no estado.


Ao mesmo tempo em que realizava uma administração brilhante, que encaminhava o Rio Grande do Sul para a normalidade, após o desastre do governo Olívio entre 1999 e 2002 e o governo absolutamente insípido de Germano Rigotto (PMDB) entre 2003 e 2006, Yeda era vítima da maior campanha de linchamento político que este jornalista já viu. No pacote contra Yeda uniram-se a RBS, que pela primeira vez na história gaúcha não nadou em dinheiro do estado, a extrema-esquerda política e sindical, comandada por PSTU e PSOL, a barra pesada do petismo mais esquerdista do país, comandado por Tarso Genro e Olívio Dutra e, inacreditável, até mesmo seu vice, Paulo Feijó, do então PFL e ex-Presidente da Farsul, Federação Empresarial gaúcha.


Yeda não resistiu. Faltou-lhe também, é imperioso registrar, habilidade política para sobreviver a tudo isso. Em sua tentativa de buscar a reeleição em 2010, mesmo após o mandato brilhante, Yeda acabou em terceiro lugar, ficando fora do segundo turno. Ato contínuo, os gaúchos elegeram o petista Tarso Genro, que levaria o estado à completa falência nos quatro anos seguintes.


Os números são inegáveis. Antônio Britto (PPS), governador entre 1995 e 1998, entregou ao seu sucessor, o petista Olívio Dutra, um déficit de R$ 836 milhões. Olívio não se fez de rogado: quatro anos depois, entregou ao peemedebista Germano Rigotto um déficit de R$ 1,74 bilhões. Mais quatro anos e eis que Rigotto entrega para Yeda um déficit de R$ 2,2 bilhões. Finalmente, em 2011 Yeda entrega nas mãos de Tarso Genro (PT) um estado sanado, com SUPERÁVIT de R$ 142 milhões.


Houvesse o caminho aberto por Yeda tido continuidade, facilmente o Rio Grande do Sul estaria começando a investir novamente em 2014. Teria atraído novos negócios, virando a página aberta com o petista Olívio Dutra, que expulsou a Ford do estado. Estaria pensando em investir pesado em Segurança Pública, em melhorar os salários da carreira mais importante em qualquer governo e provavelmente não estaria assistindo a um surto de insegurança e violência que só encontra paralelo na Guerra Civil do Rio de Janeiro.


Mas o petista Tarso Genro fez questão de mostrar de que tipo de material seu partido é feito. Em quatro anos, ele pegou o superávit de Yeda e transformou num déficit recorde. Em 2015, quando assumiu o governo, José Ivo Sartori (PMDB) encontrou um rombo de R$ 4,4 bilhões nas contas.


Sartori deveria ter apresentado o pacote que só vem agora ainda no início de seu mandato. Mas ainda que tardio, o pacote é fundamental e merece o apoio de toda a sociedade gaúcha. Sociedade que também deve um pedido de desculpas para a única governadora que levou a sério seu trabalho.


A política pode ter sido injusta. Mas a história certamente fará justiça ao trabalho de Yeda.


A imagem do histórico do déficit foi retirada do Facebook de Felipe Pedri e é do jornal Zero Hora.


Em tempo: A foto que ilustra este post foi publicada por Zero Hora no auge do terrorismo praticado pelo CPERS (Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul) contra Yeda. Ela estava cercada em sua própria casa e impedida de levar seu neto para a escola. A publicação do grupo RBS não pensou duas vezes: tacou a foto na capa, dando a impressão de que Yeda estaria "presa" ao mesmo tempo em que expôs uma criança com menos de 10 anos de idade. Yeda acionou a publicação na Justiça e foi devidamente indenizada pelo absurdo.

 

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