economia 19/11/2016 às 15:12

Empiricus abre guerra contra taxas bancárias

Luciana Seabra, especialista em Fundos de Renda Fixa da empresa, disparou sobre taxas de administração de grandes bancos.

"Caro leitor,


Em qual banco você guarda o seu dinheiro? No Itaú Feito pra Você ou no Banco do Brasil bompratodos?. No Simples, Pessoal e Justo Santander ou no Bradesco, onde você só tem a ganhar. Já sei. Decidiu ir Pra Caixa Você Também, não é mesmo? Tanto faz. Todos os grandes bancos – sem exceção – estão embolsando boa parte do rendimento que deveria estar na SUA conta."


Assim começa a newslettter mais recente enviada pela gestora de Fundos Fixos da Empiricus, Luciana Seabra, disparada para os assinantes neste sábado. O tom duro já na largada não diminui no documento que o acompanha. 


Um dos trechos põe a nu a absurda taxa cobrada pelo Itaú, que arrebenta com a rentabilidade dos investidores.


"Fundos DI são os mais conservadores do mercado. Eles acompanham o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) que, por sua vez, segue a taxa básica de juros da economia, a Selic. Em bom português, os gestores desses fundos simplesmente compram os títulos públicos mais conservadores do mercado e sentam em cima. Nada além disso.


Nenhuma habilidade especial de gestão. Nenhuma expertise. Eles fazem um serviço que qualquer cidadão com o mínimo de escolaridade e R$ 100 na conta poderia tranquilamente fazer sozinho.


Aí eu lhe pergunto: faz sentido o banco anualmente morder mais de 1% do patrimônio do cliente para realizar uma tarefa com esse grau de dificuldade? Não, não faz. Sentido algum. É por isso que os bons fundos cobram apenas uma fração disso.


Infelizmente, porém, os grandes bancos continuam abusando de suas taxas. O Itaú Prêmio – pasme! – cobra 3,9% ao ano sobre o patrimônio do fundo, isto é, sobre o dinheiro que VOCÊ INVESTIU".


O documento segue em frente, apontando as mesmas distorções em bancos como o Santander, Caixa e Banco do Brasil. O último, ainda que com taxas menores, segue mordendo boa parte da rentabilidade de seus investidores.


É claro que não se trata de uma ação caritária ou meramente educativa. A Empiricus quer vender seus serviços de fundos. Mas e inevitável constata: serviços que estão muito, MUITO abaixo do preço cobrado pelos bancos.


Assim como "O Fim do Brasil"livro assinado pelos sócios Felipe Miranda e Rodolfo Amstalden, a nova cruzada da Empiricus contra a extorção das taxas bancárias abusivas promete gerar muita polêmica. E ganhos para quem resolver seguir os conselhos e sair da zona de conforto.

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