politica 28/09/2016 às 23:44 - Atualizado em 28/09/2016 às 23:52

Lava-Jato se aproxima de relação da Odebrecht com PMDB catarinense

Chave para decifrar principais envolvidos com esta fase da Operação no estado está nos codinomes utilizados pela Força-Tarefa para identificar os envolvidos.

Quando o fundo do poço parecia ter chegado, eis que se cava mais um pouco e o precipício parece não ter fim. Agora a Operação Lava-Jato abriu uma nova frente de investigação, apurando pagamento de propinas da Odebrecht em outras obras além da Petrobras. E uma verdadeira bomba explodiu nos meios políticos catarinenses: a empreiteira teria pago propina para tentar comprar a Casan, empresa catarinense de água e saneamento.

Foram identificados 38 negócios registrados no setor de “Operações Estruturadas” da Odebrecht, identificado pela Lava-Jato como um verdadeiro departamento de propinas da empreiteira.

O que emerge de fato é a participação do PMDB. Os codinomes divulgados na lista da empreiteira para pagamentos de propinas no estado são Figueirense, Laguna e Alemão. Curiosamente a investigação remonta ao ano de 2006 e tem como fio da meada o Porto de Laguna. Os alvos seriam grandes lideranças peemedebistas. O caso bateria em Florianópolis, Laguna e Joinville.

Figueirense seria um empresário ligado ao meio do futebol e com histórico de negócios relacionados à lideranças peemedebistas. Já Laguna estaria se referindo a uma das mais emblemáticas lideranças do partido no estado nos últimos anos. O mistério maior estaria em torno de Alemão, que comenta-se nos bastidores da operação, estaria diretamente relacionado ao município de Joinville.

A privatização da Casan sonhada pela Odebrecht não aconteceu com Colombo, mesmo tendo sido muito bem encaminhada pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). O atual senador Dalírio Beber (PSDB), negou qualquer participação nos fatos através de nota oficial. Segundo ele, nunca houve um plano de privatização da Casan, mas apenas a abertura de seu capital para a participação privada.

Durante todo o primeiro mandato do atual governador, Raimundo Colombo, de 2011 até 2014, a Odebrecht não foi contratada para uma única obra no estado.

Na foto, o ex-Presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, ainda preso mas com os bens recém desbloqueados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello.

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