politica 21/06/2016 às 22:46 - Atualizado em 21/06/2016 às 23:14

A Histeria fingida das esquerdas

Artigo de Thaís Gualberto

POR THAIS GUALBERTO

A deputada María do Rosário (PT-RS) chama o também deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) de estuprador sem que ele o seja enquanto ele dá uma entrevista à RedeTV! na qual se posiciona veementemente contrário à qualquer benefício para Champinha, o psicopata que estuprou e assassinou brutalmente a jovem Liana Friedenbach e seu namorado. Anos mais tarde, Bolsonaro relembra o episódio no Congresso e diz que a deputada em questão não merece ser estuprada, em referência destrambelhada à aparência de María do Rosário. Eis que em 2015 o STF transforma Bolsonaro, o caluniado, em réu por "incitação ao estupro".

No final de 2014, época do fato reavivado pelos juízes da mais alta corte, publiquei o seguinte comentário em meu Facebook:

"O fato é: estamos diante uma situação milimetricamente calculada por PT e cia. para provocar histeria no grande público de modo a desviar a atenção do caso petrolão (estupro da Petrobrás) e da aprovação do PLN 36 (estupro das Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei de Responsabilidade Fiscal e Constituição).

Dado isso, enumero alguns elementos: 

1. Vários protestos no começo do ano aconteceram sob o slogan "eu não mereço ser estuprada";
2. Maria do Rosário chamou Bolsonaro de estuprador (injúria, visto que sobre ele não pesa qualquer acusação ou condenção); 
3. Bolsonaro reagiu em tom jococoso (e um tanto grosseiro, de fato) dizendo que Maria do Rosário NÃO merecia ser estuprada 
4. Psicopatas como a própria Maria do Rosário e Jandira Feghali acusam-no novamente de ser um estuprador porque ele disse que Maria do Rosário NÃO merecia ser estuprada (torcendo os fatos e jogando para os histéricos que ele quis dizer que outras mulheres mereceriam ser estupradas) Com isso, elas e outros que se manifestaram dizendo que ele era estuprador incorreram em injúria novamente;
5. Quando ele ia se defender na sessão, esta é interrompida: primeiro por Sibá Machado, que começa a gritar como um porco sendo abatido após dizer que não tem obrigação de ouvir Bolsonaro falar (tinha sim, pois estavam no plenário e todos tinham direito à palavra) e logo a transmissão da TV Câmara foi abruptamente interrompida (soube que a sessão foi logo encerrada).

É elementar para qualquer indivíduo não acometido por histeria, ou seja, em pleno gozo das faculdades mentais, que uma ironia grosseira não tem sequer um décimo da gravidade de uma injúria, uma vez que apenas a injúria é crime. O pecado de Bolsonaro foi uma vez mais não saber jogar a guerra política e expressar-se de maneira facilmente deturpável pelo oponente - embora não haja qualquer lógica em alguém apontá-lo como estuprador porque ele disse que uma mulher NÃO merecia ser estuprada.

1. Eduardo Gaiévski, assessor da petista Gleisi Hoffmann foi preso e condenado por estupro, incluindo o de meninas menores de idade (pedofilia), tendo o PT blindado(abafado) o caso; 
2. Maria do Rosário é a mesma que defendeu o maníaco Champinha, que executou Liana e o namorado de maneira brutal sob o argumento de que ele era só uma criança; 
3. Bolsonaro tem um projeto de lei que aumenta o tempo de prisão para estupradores e condiciona a liberdade condicional; 
4. Bolsonaro nunca passou a mão na cabeça de nenhum bibelô sacrossanto da esquerda;
5. Dilma defendeu o diálogo com os terroristas estupradores do ISIS em evento na ONU;
6. O PT nada disse quando o professor universitário Paulo Ghiraldelli disse, de maneira clara e objetiva, que gostaria de ver a jornalista Rachel Sheherazade estuprada."


É simbólico o fato de que também hoje o STF arquivou denúncia movida pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) contra a deputada Jandira Feghali (PC do B - RJ) por injúria devido a um post no Twitter no qual a comunista dizia "Aécio, o Brasil precisa saber de um helicóptero repleto de drogas. #PSDBteuPASSADOteCONDENA #MidiaBlindaPSDB". Jandira imputou a Aécio o crime de Tráfico de drogas, exatamente como Maria do Rosário imputou a Bolsonaro o crime de estupro. E ambas não são/serão condenadas por isso. Cabe ressaltar ainda que o PT, em seu famigerado Caderno de Teses de 2015, listou como meta conseguir que o deputado Bolsonaro tivesse seu mandato cassado. 

Se o STF deseja ser tão rigoroso quanto a incitações de estupro, por que não começar indiciando Paulo Ghiraldelli pela ocasião em que ele postou em seu Facebook que gostaria de ver a jornalista Rachel Sheherazade ser estuprada? Por que não ir atrás dos cantores de funks proibidões que não raramente retratam estupros coletivos com naturalidade? Por que não punir todas as militantes feministas que verbalizam o desejo de que mulheres não feministas sejam estupradas pelo simples fato de não concordarem com elas? Por que não indiciar Lula, que, em tom pejorativo, insinuou que a Clara Ant iria adorar receber a visita de 5 policiais federais no meio da noite?

Se há uma lição que fica para toda a direita, mas especialmente para Bolsonaro, é que na política é preciso agir com frieza; com o cérebro, não com o fígado. É preciso formular bem o que será dito de modo a não permitir que a fala seja tão facilmente deturpada pelos detentores do domínio ideológico da mídia (esquerda) a ponto de causar histeria e obliterar os reais significado e o contexto em que se deram os fatos. Além disso, é indispensável investir na guerra de processos, visto que este é um poderoso símbolo para rotular um oponente. Se houvesse movido um processo contra Maria do Rosário por injúria em vez de cuspir palavras frágeis diante mestres em mentir histericamente, certamente hoje não teríamos Bolsonaro réu por um motivo tão estúpido e infundado. Eis o resultado da histeria fingida e seletiva exaustivamente repetida.

Thais Gualberto é economista e em breve estreará um blog no Sul Connection.

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