politica 17/05/2016 às 15:52

Depois de respostas a países bolivarianos, Serra quer estudo sobre custo de embaixadas

Novo chanceler faz seu segundo movimento contra a política exterior do governo anterior

José Serra vem mostrando serviço na chancelaria brasileira. Poucos dias depois de ser nomeado pelo presidente interino Michel Temer para comandar o Itamaraty, já são visíveis e sensíveis as mudanças que o órgão sofreu.

Ao longo dos últimos 14 anos, durante o governo petista, o Ministério das Relações Exteriores se converteu em um mero esbirro das políticas bolivarianas. Submisso aos interesses do Foro de São Paulo e recheado de incompetentes como Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e Antonio Patriota, a casa do Barão do Rio Branco perdeu grande parte de seu prestígio histórico, reduzindo-se a mero "anão diplomático", como caracterizou o governo de Israel.

Em uma completa inversão de curso, Serra não demorou ao responder fortemente aos governos bolivarianos que não apenas não reconheceram o processo de impeachment como também desrespeitaram a soberiana nacional ao chamá-lo de golpista e ilegítimo. Ao governo de El Salvador, o Itamaraty chegou a responder com uma ameça implícita de corte cooperação econômica.

Serra agora já se mobiliza para dar o próximo passo. Ele requisitou um estudo do impacto financeiro das embaixadas que foram abertas por Lula e por Dilma em países do Caribe e da África. A ideia, além de também fazer parte da nova inflexão de rumos da política externa de Temer, obece a lógica de corte de custos. Nos últimos meses, as embaixadas brasileiras sofreram com inadimplência no pagamento de contas básicas como luz e água.

Este Sul Connection espera que o objetivo seja acabar de uma vez com a política Sul-Sul, que legou ao Brasil apenas prejuízos financeiros e morais.

 

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