politica 16/12/2015 às 18:40 - Atualizado em 16/12/2015 às 18:41

Em voto demolidor, Fachin nega tapetão no Impeachment. Julgamento seguirá amanhã

Ministro nega necessidade de defesa prévia de Dilma e também considera legítima a votação secreta para escolha da Comissão do Impeachment.

Delcídio garantia que Fachin era um Ministro do STF com o qual o PT poderia contar. Talvez, ter sido pego contando o segredo, tenha estragado tudo. Na tarde de hoje, após um longo e tedioso voto, o ministro esclareceu: caso a Câmara admita o processo, por 2/3 de seus membros (342 deputados), Dilma será imediatamente afastada. Não havia qualquer necessidade de defesa prévia de Dilma para que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tivesse aberto o processo. E por fim, a eleição da Comissão do Impeachment, através do voto secreto, foi legítima.

 

O petismo aproveitou a abertura da corte para os chamados Amicus Curiae (alguém que mesmo não sendo parte se oferece para uma manifestação) e escalou o que pode: UNE, PT e até Cláudio Lembo, que este Sul Connection nem sequer lembrava que ainda existia. Não adiantou. Além disso, o petismo colheu uma derrota adicional: Fachin antecipou que, mesmo com a eleição da comissão sendo secreta, o julgamento de Dilma pelo plenário terá de obrigatoriamente ser aberta.

 

A leitura do voto, mesmo com Fachin tendo alegado que faria um resumo, já que distribuiu o voto anteriormente para os Ministros, foi longa e tediosa, repleta de juridiquês e citações doutrinárias. Talvez o paranaense tenha aproveitado a audiência para fazer uma espécie de estréia no plenário. Entretanto, vale destacar que para um jurista ouvido por este Sul Connection, o voto foi uma verdadeira aula de bom Direito, embasado e bem feito.

 

A votação seguirá amanhã. Até a finalização da votação, a cautelar que impede o funcionamento da Comissão do Impeachment segue tendo validade.

Notícias Relacionadas