THAÍS GUALBERTO
Thaís Gualberto é formada em Economia pelo IBMEC-RJ e é natural de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, onde ainda vive. Além de colaborar com o portal Sul Connection, publica crônicas e resenhas de obras de ficção em seu outro blog.

27/08/2016 às 23:11

Sororidade para quem? #02

As Olimpíadas acabaram há uma semana e parece-me ter sido a edição mais utilizada pelos justiceiros socialistas para panfletar suas causas. Nenhuma medalha vinha sem que sexo, cor da pele, ser militar ou não, ser de origem pobre ou não, tornassem-se mais relevantes a grande parte da mídia nacional que a conquista de cada indivíduo por seu próprio esforço dedicação.
 

Como é típico aos justiceiros pós-modernos e “progressistas” que abundam nas redações e nas redes sociais, o mérito individual era apenas um mero detalhe, algo totalmente secundário quando havia como montar alguma narrativa favorável às ideias da esquerda. E isso fez presenciarmos algumas situações um tanto quanto bizarras, como de feministas celebrando a vitória de mulheres em categorias femininas de esportes onde ambos os sexos competem como se fosse algo do tipo mulheres x homens e mesmo dizendo que o hipismo era o único esporte que “não reproduzia a lógica do patriarcado por ser o único em que mulheres e homens competem juntos e de igual para igual” e que, por isso, deveria servir como modelo para os demais esportes. Juro que, neste último caso, a primeira coisa que me veio à mente foi boxe unissex, com homens competindo contra mulheres.


E é por isso que nesse segundo episódio da série “Sororidade para quem?” eu trago o exemplo de três atletas mulheres que foram ignoradas ou zombadas pelo movimento feminista por se consagrarem vitoriosas em esportes não aprovados pela esquerda e/ou duramente criticadas por expressarem publicamente opiniões contrárias à narrativa pregada pelo feminismo.


Ginny Thrasher, EUA – Rifle de Ar, 10 m

Ginny Thrasher conquistou a primeira medalha de ouro para os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos deste ano. A vitória dela, contudo, foi alvo de chacota pelos esquerdistas de plantão, os quais estão sempre a gritar histericamente contra o direito das pessoas possuírem armas e também de existirem esportes de tiro. Em nenhum momento, no entanto, feministas bradaram em defesa de Ginny ou apontaram como machistas todas as palavras debochadas dirigidas à jovem e ao esporte que ela representa. Pior: trataram de associar a prática de tiro aos tiroteios em massa que frequentemente acontecem nos EUA (não coincidentemente, todos em locais conhecidos como gun free zones, nos quais portar armas é proibido, o que, naturalmente, facilita a vida de quem pretende cometer massacres com armas). Para essa gente, a conquista de Ginny nada vale, pois a prática em que ela compete é algo para eles abominável.


@TeamUSA @USAShooting faz sentido que a primeira medalha de ouro esteja relacionada a armas” – Johnny Wack (@JohnnyWack1), 06/08/2016.


A primeira medalha de ouro dos Estados Unidos na Olimpíadas veio de atirar com um rifle. Somos um estereótipo”. – Kyle Feldescher (@Kyle_Feldscher), 06/08/2016.


Se você acha que Ginny Thrasher impressionou no tiro de 10m, espere até você ver como a equipe americana é dominante em massacres com armas de fogo” – Brian Santa Maria (@briansantamaria), 06/08/2016.


Obs: A América conquistou a primeira medalha de ouro por atirar com uma arma?” – Lindzi (@lindsayzissis), 06/08/2016.


Kim Rhode, EUA – Skeet

A esquerda muito diz preocupar-se com as mulheres, mas detesta mulheres armadas e capazes de se defender por conta própria. É o caso da americana Kim Rhodes, que foi a primeira mulher a conquistar 6 medalhas olímpicas em 6 olimpíadas consecutivas (Atlanta, Sidney, Atenas, Pequim, Londres e Rio). Mas ela é mais uma vitoriosa em uma categoria do tiro esportivo, a modalidade esportiva mais detestada pela esquerda. No jornal britânico The Guardian, por exemplo, ao falarem do feito de Rhodes, deram muito mais ênfase aos fatos de que ela é apoiadora declarada de Donald Trump para a presidência da América e sobre como são frequentes os massacres com armas de fogo no país (mais uma vez, sem falar que aconteceram em gun free zonesI, obviamente) que na a conquista da atiradora. Já a rede de TV americana NBC tratou de desmerecer a conquista, afirmando que o tiro esportivo exige menos atributos físicos que outros esportes, de modo que seria “fácil” competir em várias olimpíadas sem prejuízo à performance. Mas nesse caso, parece que tudo bem não celebrar as glórias de uma mulher que realmente é uma vencedora, afinal, ela é mais uma que não serve à narrativa feminista.


Kerri Walsh-Jennings, EUA – Vôlei de Praia

Tricampeã olímpica na modalidade em três olimpíadas consecutivas junto de Misty May-Treanor e medalha de bronze nos jogos do Rio ao lado de April Ross, Walsh-Jennings é, sem dúvidas, uma das maiores vencedoras da história das olimpíadas. Nos jogos de Londres, em 2012, quando foi campeã do torneio olímpico pela última vez, a atleta estava nas primeiras semanas de sua terceira gestação e fez questão de competir mesmo já tendo conhecimento da gravidez. Mas foi uma declaração da atleta em especial que despertou a ira dos justiceiros socialistas: “Eu me sinto como se houvesse nascido para ter filhos e jogar vôlei”. Assim como no caso “Bela, recatada e do lar”, no qual feministas revoltaram-se pela suposta exaltação de mulheres que prezam pelo recato na maneira de agir e vestir-se, as feministas consideram inconcebível que uma mulher orgulhe-se publicamente da maternidade e, mais ainda, considere a maternidade como um grande feito e também uma vocação pessoal, como é o caso da tricampeã olímpica. Mais que isso, feministas deturpam a opinião da atleta como o simples fato de essa opinião ter sido publicamente veiculada seja uma espécie de “imposição patriarcal da mídia” de que todas as mulheres devem abraçar e buscar a maternidade. Nada mais ridículo que enxergar uma posição pessoal como “imposição da mídia”.


@nbc E agora o bloco sobre Kerri Walsh-Jennings: ‘Eu nasci para ter filhos’. Donald Trump está gerenciando o noticiário agora?

@cameronesposito Você assistiu o bloco sobre Kerri Walsh Jennings? ‘Eu nasci para ter filhos...’ O que a @nbc está fazendo conosco?” – Paula Dixon (@PeoplePaula), 07/08/2016.

 

07/08/2016 às 12:30 - Atualizado em 07/08/2016 às 13:12

Dalrymple e a abertura da Rio 2016

No excelente “A Vida na Sarjeta”, lançado no Brasil em 2014 pela editora É Realizações, o psiquiatra britânico Theodore Dalrymple discorre sobre como a cultura de elite em busca de vítimas e a glamourização da mediocridade acabam sendo fatores relevantes para a manutenção de certos grupos e pessoas na pobreza.

No artigo “É chique ser grosseiro”, um dos muitos presentes no livro, Dalrymple expõe que “Pela primeira vez na história as classes média e alta é que aspiram a ser tomadas pela classe social inferior, uma aspiração que (na opinião deles) necessita do mau comportamento. [...] A propaganda agora confere glamour à subclasse e a sua postura diante o mundo”. Ainda, segundo o psiquiatra, não é raro ver aristocratas de nascimento adotando posturas e expressões faciais de hostilidade a tudo e todos ou ainda renegando as pronúncias e gramática corretas da língua inglesa.

A inversão é tamanha que se nota um certo desespero por parte de pessoas que frequentaram os melhores colégios britânicos em não demonstrarem ser egressas de tais instituições; nota-se o empenho em não parecer culto e bem-educado, como se tais características fossem um demérito. Isso sem falar no relativismo pregado pelos intelectuais, propagando a ideia de que nada é melhor que nada, apenas diferente, o que acaba por fomentar a ideia de que o que é pior seria melhor apenas por ser mais popular.

Com isso, de acordo com Dalrymple, “as pessoas mais pobres foram privadas tanto de um senso de hierarquia cultural como de um imperativo moral para conformar suas condutas a qualquer padrão [...] A intelligentzia britânica, sentindo-se culpada pelos próprios antecedentes [...] sente-se obrigada a agradá-la (a subclasse) pela imitação e convenceu o restante da classe média a fazer o mesmo”, o que acaba por reduzir toda a sociedade ao menor denominador cultural comum.

E o que foi visto na abertura da Rio 2016 basicamente expôs isso que Dalrymple critica em seu texto: o nivelamento por baixo, o tratamento do comportamento da subclasse como parâmetro comportamental a ser almejado por todos, a tentativa de mostrar a cultura da subclasse como a única genuína de um povo. E tudo isso promovido pela intelectualidade local, a boa e velha intelectualidade culpada que, em vez de promover o acesso à alta cultura para as classes mais baixas, impede que as classes mais baixas descubram a alta cultura, descubram gostos e interesses distintos daqueles predominantes nas periferias.

Mais que isso, vimos na abertura olímpica os imigrantes italianos, espanhóis e alemães tendo sua relevância para a formação do povo brasileiro sumariamente ignorada e os portugueses sendo apontados como meros carrascos da colonização. Uma encenação obviamente ideológica, promovida para deslumbrar e encantar a intelectualidade esquerdista – o que incluiu um bloco Esquenta!, com Regina Casé e tudo. E isso é inegável, considerando o infeliz tweet de Fernando Meirelles, no qual ele dizia com certa prepotência que abertura fora planejada para desagradar “Bolsonaros e Trumps”.  

Ademais, como pode um espetáculo que pretende celebrar a diversidade que constitui o Brasil ignorar a diversidade cultural que compõe a nação? Ignoraram o grandioso Villa-Lobos, ignoraram Chiquinha Gonzaga, ignoraram a música de raiz de cantores como Sergio Reis e Almir Sater e a belíssima Romaria de Renato Teixeira, músicos e músicas que tão profundamente tocam o brasileiro comum. Ignoraram as sanfonas, a Asa Branca de Gonzagão, ignoraram Elba Ramalho. Ignoraram a catira, ignoraram o frevo. Os verdadeiros patrimônios culturais brasileiros foram ignorados em nome da glamourização da pobreza, da malandragem, dos favoritos dos globais, da patota da Rouanet, do politicamente correto, da intelectualidade esquerdista.

Alguns dizem que “ah, mas é Rio e Rio é bossa nova, samba e funk mesmo”, mas não aceito essa escusa. Países que sediam Olimpíadas geralmente aproveitam a cerimônia de abertura para celebrar a história de seus países, a cultura de seus povos, e não apenas as características marcantes da cidade-sede. Como teria sido belo ver uma apresentação característica de cada região do país, que mostrasse a riqueza que forma a nação e uma parte histórica sobre imigrantes que constituíram o Brasil que não excluísse os imigrantes e suas respectivas origens. Preferiram reforçar o estereotipo samba-malandro-favelado com o qual o Brasil já é internacionalmente identificado, em vez de mostrar que somos muito mais que isso.

O exposto por Dalrymple aplica-se com perfeição à intelectualidade brasileira e mais ainda a maneira como fomos apresentados ao mundo por Meirelles e cia. na abertura da Rio 2016. Ainda que a pirotecnia tenha sido bela, só posso sentir vergonha pela mensagem transmitida.

26/07/2016 às 16:10 - Atualizado em 26/07/2016 às 16:15

Nem tudo é tragédia nas Olimpíadas do Rio

Por muitos meses (3 anos, na verdade) o trânsito esteve mais caótico que o habitual na cidade do Rio de Janeiro. A cidade transformou-se em um enorme canteiro de obras a fim de receber as Olimpíadas, que começam na sexta-feira 05/08. Viadutos forma demolidos, túneis foram abertos, novas vias foram construídas, linhas de ônibus tiveram o trajeto modificado e pistas tiveram o sentido invertido ou passaram a operar em mão-dupla quando antes eram de mão-única e vice-versa.

Inaugurados há pouco mais de um mês para veículos em geral, a Via Expressa e o túnel Prefeito Marcello Alencar são o verdadeiro destaque do legado olímpico de infraestrutura para a cidade.  Apenas ontem, contudo, que ônibus que fazem o trajeto Niterói-Zona Sul do Rio de Janeiro passaram a trafegar pela nova rota e, surpreendentemente, o tempo do trajeto foi drasticamente reduzido quando comparado aos caminhos alternativos, como o Túnel Santa Bárbara e o Túnel Rebouças. Enquanto nestes o percurso levava pelo menos meia hora no horário de pico matutino e uma hora no noturno (com trânsito bom), pela Via Expressa é possível chegar da saída da ponte à Zona Sul em dez minutos pela manhã e em trinta minutos à noite saindo da Zona Sul para o Centro do Rio.

A Via Expressa e o Túnel Prefeito Marcello Alencar ficam onde até 2013 ficava o Elevado Presidente Juscelino Kubitschek, conhecido popularmente como Perimetral. Em lugar de duas pistas em cada sentido da via, temos agora três vias para veículos em cada sentido mais o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos - já em operação) e um ambiente bem mais iluminado e agradável que os soturnos arredores da Perimetral. Sem dúvidas, ao menos para os que saímos da ponte Rio-Niterói rumo à Zona Sul, a Via Expressa é o melhor do legado olímpico. Abaixo, dois vídeos que fiz hoje pela manhã enquanto passava pela Via Expressa, o que levou menos de dez minutos.
 

22/07/2016 às 16:30 - Atualizado em 22/07/2016 às 20:36

Sororidade para quem?

Dilma Rousseff ainda exercia a presidência da República quando uma de minhas melhores amigas referiu-se à senhora como um certo mamífero quadrúpede da ordem dos artyodactilos, família bovidae, gênero bos, espécie bos taurus cuja onomatopéia é mu. Isso aconteceu no Twitter e não demorou até que "amigas dela" a apontassem como misógina, desqualificada, intolerante e ainda pintassem o post dela e compartilhassem em páginas feministas no Facebook. As mesmas que acusaram minha amiga de "trair" o sexo feminino por se referir à presidente afastada de maneira pouco elogiosa, puseram-se a difamar alguém a quem até então consideravam como amiga. Não bastasse isso, execraram-na publicamente por ela não se declarar feminista.

Esse comportamento é padrão das esquerdas, sobretudo dos movimentos que apregoam ser os salvadores de "minorias". Os guerreiros da justiça social de plantão consideram uma ousadia inaceitável, uma heresia, que mulheres, negros, homossexuais e afins discordem da cantilena vitimista sobre todos os homens, brancos, heterossexuais (ou tudo isso ao mesmo tempo) serem malvados que vivem para oprimir, criticar, contestar e insultar os grupos tidos como minoritários. E, ao mesmo tempo em que se dizem os defensores máximos de todos esses grupos e únicos a se preocuparem com o bem-estar desses, promovem o assassinato da reputação dos indivíduos discordantes de suas ideias. Perseguem, difamam, vociferam adjetivos pejorativos, empenham-se em silenciar. Os guerreiros da justiça social fazem exatamente como sempre acusam liberais e conservadores de fazer.

E é por conta de recentes (e veementes) episódios em que ficou bastante evidente a seletividade com a qual esquerda trata mulheres, negros e gays que, neste meu primeiro post no blog, inicio a série "Sororidade para quem?". E escolhi o termo "sororidade" por ser uma palavra sempre utilizada pelos guerreiros da justiça social quando se referem a coletivos e a forma como pretendem impor a indivíduos que pensem de determinada maneira apenas por terem certas características. Nessa série, trarei situações em que esquerdistas empenharam-se na baixaria para denegrir pessoas que deles discordam embora possam ser caracterizadas como pertencentes aos grupos que as esquerdas garantem defender com mais propriedade que ninguém. O fato é que a sororidade não se fez presente para nenhum desses indivíduos que se posicionaram em divergência ao senso comum esquerdista.

Milo Yiannopoulos 

Auto-intitulado "The Dangerous Faggot" (A Bicha Perigosa, em tradução livre), Milo é um dos editores do portal Breitbart e é abertamente gay, conservador e apoiador de Donald Trump. Sem medo de polêmicas, Milo desafia o senso comum disseminado pela esquerda, confrontando guerreiros da justiça social dentro de universidades e nas redes sociais. Na última terça-feira, o jornalista recebeu uma notificação de que havia sido banido permanente do Twitter após discutir com a atriz Leslie Jones sobre o péssimo remake feminista do filme Caça-Fantasmas. Alegando estar recebendo mensagens racistas dos seguidores de Milo que teriam sido estimulados a isso por ele após ele publicar uma mordaz crítica ao filme que ela estrelou, a atriz anunciou que se retiraria da rede social por conta do "discurso de ódio" propagado "impunemente" nesta. Não demorou até que um dos diretores do Twitter pedisse que ela o adicionasse para que pudessem conversar privadamente e, poucas horas depois, Milo fosse banido permanentemente do Twitter. Isso não chega a surpreender, visto que as redes sociais estão se empenhando fortemente em impedir a disseminação de ideias não-esquerdistas, conforme mostrei em meu artigo Mordaça nas Redes. É interessante ainda pontuar que Leslie Jones é famosa por  usar seu perfil ódio para atacar brancos e incentivar seus seguidores a perseguí-los, porém ela jamais foi punida por isso, assim como também não o foram os perfis de terroristas e simpatizantes de terroristas.  A hashtags #FreeMilo ficou nas primeiras posições dos trending topics dos EUA e do mundo. Recomendo o vídeo do Paul Joseph Watson para quem quiser saber mais sobre o caso.

Melania Trump

Um dos destaques do primeiro dia da convenção nacional do Partido Republicano, a esposa de Donald Trump foi execrada por ter plagiado trechos do discurso feito por Michelle Obama na convenção democrata de 2008. Mais do que a condenação pelo plágio (posteriormente admitido pela redatora do discurso da sra. Trump), Melania teve uma horda de minions esquerdistas a caracterizarem-na como "vagabunda", "vadia", "prostituta" e palavrões de igual significado, mas, nesse caso, ninguém classificou como misoginia, como fizeram com minha amiga. Mais curioso ainda:  as mesmas pessoas que apontam Donald Trump como xenófobo por seu duro posicionamento contra a imigração ilegal, atribuíram a Melania predicativos como "imigrante maldita" e "burra", devido a seu sotaque bastante forte e dificuldades com o inglês. Não me parece que a esquerda tem muita moral para acusar Trump de qualquer espécie de radicalismo depois disso. Seguem alguns exemplos de mensagens que colhi:

Melania Trump just gave America a preview of what kinda First Lady she'd be. I'm scared and annoyed that this dumb bitch was up there.

— Jelly Santos (@MrsJellySantos) July 19, 2016

"Melania Trump acabou de dar uma prévia do tipo de Primeira Dama que ela seria. Estou assustada e irritada por essa vadia estúpida ter estado lá". 

trump has some nerve to talk all this trash about immigrants when this bitch melania can't even fucking speak english.

— maria (@maria_mussa) July 19, 2016

 "Trump tem coragem de dizer todo esse lixo sobre imigrantes quando a vadia da Melania não consegue nem falar Inglês".

Maybe they thought with Melania Trumps accent we wouldn't have noticed? Guess we not that dumb. Sorry. 

— Carsonia Whitmore (@wc1954) July 19, 2016

 "Talvez eles pensassem que com sotaque de Melania Trump não teríamos notado? Acho que não somos idiotas. Desculpa"

Smh my mom speaks better English than Melania Trump and DEPORT THAT BITCH FIRST@realDonaldTrump

— Yarali ? (@YarasGarden) July 19, 2016

"Minha mão fala inglês melhor que Melania Trump e DEPORTE ESSA VADIA PRIMEIRO"

Patricia Smith 

Mãe de um dos soldados americanos mortos no atentado em Benghazi, o qual ocorreu em 2013 por inação de Hillary Clinton, então Secretária de Relações Exteriores do governo Obama e atual candidata presumida à presidência pelo Partido Democrata, Patricia Smith foi veemente ao demonstrar o quão ensanguentadas estão as mãos de Hillary a respeito do episódio. E com isso, obviamente, atraiu para si a ojeriza da mídia esquerdista. Um jornalista da GQ, Bethelhem Shoals, declarou no Twitter coisas como "Eu não ligo para quantos filhos Pat Smith perdeu. Eu gostaria de espancá-la até a morte"; "Desculpem-me se isso foi de mau gosto, mas o discurso de Pat Smith fez meu sangue ferver e foi francamente uma exploração de tragédia" e "Essas pessoas monstruosas estão me transformando em um monstro, motivo pelo qual eu provavelmente deveria ter seguido meu próprio conselho e não ter tweetado essa coisa".

 

Primeiro tweet de Bethelhem Shoals sobre Pat Smith

Guys I'm sorry if that was in poor taste of me but that Pat Smith speech made my blood boil and was frankly exploitative of tragedy.

— Bethlehem Shoals (@freedarko) July 19, 2016

These monster people are making a monster of me which is why I probably should've followed my own advice and not tweeted this thing.

— Bethlehem Shoals (@freedarko) July 19, 2016


Vejam a hipocrisia do sujeito: para ele, os monstros são os outros, não ele, que disse que gostaria de espancá-la. Em virtude da enxurrada de críticas, Shoals publicou uma mea culpa em sua página no medium e bloqueou seu perfil no Twitter, de modo que apenas quem ele aceita como seguidor poderá ler seus comentários monstruosos. Diferentemente do que aconteceu com Yiannopoulos, Shoals não teve sua conta cancelada, embora efetivamente tenha apregoado a morte de alguém. Para quem entende inglês, recomendo fortemente assistir o excelente e emocionado discurso de Pat Smith no primeiro dia Convenção Nacional Republicana de 2016. Infelizmente, o vídeo não está disponível com legendas em Português: