RODRIGO NUNES
Rodrigo de Bem Nunes – O nome é inspirado na obra de Erico Verissimo e o sobrenome deixa evidente; trata-se de um legitimo cidadao de bem. Nasceu e cresceu no glamuroso bairro Canudos, em Novo Hamburgo-RS e hoje vive com a esposa na cidade de Houston, Texas, cidade que considera “uma Bagé com grife”.

04/11/2016 às 16:09 - Atualizado em 19/11/2016 às 13:45

Resolvendo as ocupações das escolas à maneira Cita

As recentes ocupações das escolas por jovens de 14 e 15 anos poderiam ser facilmente resolvidas. Basta analisar a história dos Citas, um povo guerreiro, do século V antes de Cristo descrito pelo historiador grego Heródoto. Ocupavam uma vasta região, conhecida como Scythia, que hoje compreenderia partes da Rússia, Kazaquistão e Europa Oriental. Eram bravos e reconhecidos por sua crueldade. Tinham o hábito de cegar seus escravos e tirar o tampão dos crânios dos inimigos para fazer tigelas e outros utensílios domésticos.

Em uma ocasião, nos conta Heródoto, os citas marcharam para guerrear com os Medos. Os Medos tinham esse nome em função da região em que viviam, localizada no Oriente....Médio! Foi uma batalha dura, que levou 28 anos para ser vencida. Quando voltaram para casa, os Citas tiveram uma péssima surpresa. Suas mulheres, nos 28 anos que ficaram longe, haviam decidido viver junto dos escravos cegos, no que resultou toda uma nova população. E os jovens filhos destes escravos decidiram defender seus povoados dos antigos donos que retornavam da guerra. A luta foi muito difícil e os Citas, velhos e cansados de tantas batalhas, estavam em vias de perder para os filhos das suas mulheres. Até que um comandante gritou:

– Vocês não estão vendo que lutamos contra escravos e filhos de escravos? Apanhem seus chicotes e marchem contra eles agindo como os senhores que são!!!

E assim fizeram. Caminharam com firmeza contra os rebeldes, agiram com autoridade. Os jovens se assustaram ante tamanha ousadia e puseram-se a correr. Pois tivessem os pais destes fedelhos invasores de escolas e faculdades alguma firmeza, exercessem a autoridade de pais que são,  as invasões acabavam em minutos. As aulas estariam transcorrendo normalmente. Os alunos que querem estudar não seriam impedidos de estudar. O Enem não precisaria ser adiado e R$ 12 Milhões seriam economizados do erário público.

Mas os pais destes alunos, tal como os escravos cegos, são impotentes, não fazem nada e seu aprisionamento ideológico é a única herança passada aos seus filhos, igualmente cegos, que “lutam pela educação” ao mesmo tempo que não estudam.