LAURO TENTARDINI
Jornalista e radialista. Editor de Esportes do Sul Connection. Cobriu dupla Grenal, seleção brasileira, sul-americano de vôlei, Jogos Mundiais Militares e outros. Assessor do Kindermann, campeão da Copa do Brasil de Futebol Feminino. Tratará aqui dos principais assuntos esportivos, com foco no sul do país, mas também jogos olímpicos, seleção brasileira e Fórmula 1.

05/10/2015 às 11:12 - Atualizado em 05/10/2015 às 11:20

Arbitragem da CBF, presidida por Marco Polo Del Nero, apronta contra os catarinenses

O caro leitor deve lembrar que quando o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, tentou mudar de maneira golpista o estatuto da entidade, especialmente na parte onde diz que o primeiro da linha sucessória, em caso de renúncia ou afastamento definitivo do presidente é o vice-presidente com mais idade, neste caso, Delfim Peixoto.

 

Delfim que, num trabalho sério diga-se de passagem, colocou quatro clubes catarinenses na Série A e possui o título de atual campeão da Copa do Brasil de Futebol Feminino conquistado pela equipe do Kindermann, da cidade de Caçador, famosa pelo lutador Junior Cigano e por seu clube de futebol feminino.

 

Ocorre que Delfim, político experiente, conseguiu fechar com a maioria dos presidentes de federações e Marco Polo desistiu do golpe. Desde aquele momento os clubes catarinenses, pelas coincidências da vida, começaram a sofrer prejuízos pelos erros de arbitragem.

 

Abaixo, vamos citar as lambanças do final de semana:

 

1) No jogo Chapecoense 5 x 1 Palmeiras, primeiramente, o jogador Egídio foi expulso, de maneira equivocada, é verdade. Mas o árbitro Jailson Macedo Freitas mandou buscá-lo no vestiário, após consultar o auxiliar, que não havia marcado a falta. A dúvida, pela demora, neste caso é se não houve outro tipo de influência externa, o que é proibido pela FIFA.

 

2) Na sofrida vitória do Figueirense diante do Goiás o meio-campista Carlos Alberto foi expulso. O jogador, segundo relata a súmula, teria xingado o auxiliar. Carlos Alberto não é santo, longe disso, mas devemos lembrar que há um certo jogo de cintura quando a ofensa parte de jogador de clubes de outras federações, como por exemplo a paulista, ligada a Marco Polo Del Nero. A foto do momento da expulsão é Carlos Costa/Futura Press.

 

Vale lembrar que pela 1ª fase do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, em Osasco, a arbitragem fez lambança durante todo o jogo. O árbitro nem estava escalado para o jogo. Quem apitaria seria a sra. Regildenia de Holanda Moura que, para a minha surpresa, estava de 4ª árbitra. A surpresa maior foi hoje, 5 de outubro, chegando a súmula digital perceber que ela ainda consta como árbitra da partida. Bom, aos fatos, não foi marcado pênalti em Daiane Moretti quando o jogo estava apenas 1 a 0 para o Centro Olímpico, as atletas e comissão técnica catarinense foram ofendidas durante todo o jogo e o árbitro ainda expulsou injustamente a jogadora Beatriz. Ao final da partida foi relatada uma invasão de campo do ex-presidente do Kindermann, Richard Kindermann Ferreira, o que facilmente é desmentido pelas imagens da TV Brasil, que transmitiu a partida.

 

Este blog, o site Sul Connection e os apreciadores do bom futebol esperam que essas infelizes coincidências contra os catarinenses parem de existir, pois acreditamos na boa índole de todos os árbitros

 

 

 

 

05/10/2015 às 10:24

Convocação de Kaká mostra a falta de renovação do futebol brasileiro

Kaká, aos 33 anos e com inúmeros problemas de lesões ao longo da sua carreira, está convocado para a seleção brasileira. Kaká chegou a ser o melhor do mundo. Na opinião deste colunista, no entanto, nunca teve o brilho técnico de Ronaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho e outros que possuíam o jeito mais brasileiro de jogar.

 

Kaká quando teve problemas físicos não rendeu. Pois o físico, a arrancada, sempre foram o seu ponto forte. O meio-campista era mais dependente da parte física do que técnica ao contrário dos três citados acima.

 

A lesão de Phillipe Coutinho atrapalha o Brasil. Coutinho tem talento, juventude e tem exercido um bom papel na europa, onde joga no Liverpool. Kaká está na ainda emergente Major League Soccer e dificilmente chegará na próxima Copa do Mundo. É visto apenas como uma solução a curto prazo.

 

Dunga tem condições de convocar e formar um Brasil melhor.  Mas ficando preso ao passado, de alguém que pela seleção nunca decidiu, estará apenas andando em círculos enquanto os rivais evoluem. O Brasil estará, obviamente, na próxima Copa do Mundo. Isso, porém, não basta para uma nação acostumada a vencer.

04/10/2015 às 16:38 - Atualizado em 04/10/2015 às 19:02

Jogo às 11 horas no Maracanã

Este jornalista sempre gostou de ir ao Maracanã. Porém, havia algum tempo que não o fazia e, desta vez, de maneira inédita às 11 horas, deste domingo, 4, acompanhamos in loco, o jogo do Joinville. Um dos primeiros que o Sul Connection faz in loco.

 

Em princípio o horário das 11 horas me agrada. Foi um sucesso de público e só está sendo suspenso, acertadamente, por causa do horário brasileiro de verão que logo entrará em vigor.

 

Mas, um jogo às 11 horas no Maracanã tem os seus problemas para quem mora ou se hospeda longe. Em que pese o estádio seja bem localizado para o transporte público, tendo estações de trem da Supervia e o Metrô, do Rio de Janeiro, além das linhas de ônibus, o horário é terrível para quem, já sabendo que o transporte público ficará entupido e está com fome, deseja almoçar na região.

 

Os restaurantes e padarias da Rua São Francisco Xavier, a rua mais próxima para fazer refeições, deixam muito a desejar. Na verdade são fraquíssimos. Além disso, há uma proibição absurda de venda de cerveja por duas horas antes e duas depois do jogo nos arredores do Maracanã. Ou seja, nada agrada.

 

A solução, mas exige uma caminhadinha - ruim para gordo, como eu - seria se dirigir até o Shopping Tijuca. O que, obviamente, não fiz.

 

De resto, tudo perfeito. O Maracanã é o templo do futebol brasileiro. E a torcida do Flamengo é única. 58 mil pessoas estiveram presentes no Maracanã, sendo 52 mil pagantes. A torcida cantou o tempo inteiro, empurrou o time, que tinha inúmeras dificuldades para abrir o placar.

 

Pela melhor qualidade, imprimida durante todo o jogo, os flamenguistas foram premiados com os golaços de Ayrton, de falta, e Gabriel, por cobertura, no seu primeiro lance do jogo.

29/09/2015 às 18:48 - Atualizado em 29/09/2015 às 19:07

Existe algo pior do que a Pátria de Chuteiras. Chama-se Anti-Pachequismo

A geração de jornalistas formados pela internet e pela chegada da TV a Cabo criou algo muito pior do que a chamada "Pátria de Chuteiras". Chama-se Anti-Pachequismo. O Pacheco, para quem não sabe, era um torcedor fanático da seleção brasileira, o camisa 12.

 

Nas décadas de 80, 90 e no início dos anos 2.000 tinhamos o prazer, o orgulho de torcer para os atletas brasileiros, em várias modalidades. Hoje, basta acompanhar as redes sociais do emburrecimento, como twitter e facebook, para presenciarmos a opressão e o preconceito sofridos por quem tenta manifestar qualquer tipo de apreço e torcida por algum atleta tupiniquim. Torcer por algum brasileiro, hoje em dia, virou crime.

 

Ora, este jornalista é de uma geração feliz. Os meus ídolos foram Senna, Ronaldo, Guga, Popó e Magic Paula. Poderiam ter sido Nelson Piquet, Romário e Hortência que, também, fizeram as jornadas esportivas mais felizes. Nos davamos ao luxo de escolher, torcer por um ou outro, e na junção dos selecionados ter uma equipe que nos orgulhasse.

 

Não que Fórmula 1, futebol ou basquete resolvam os problemas de uma nação. Longe disso. Mas aliviavam os nossos problemas, tristezas e preocupações num país em que o preço dos produtos disparava de 10 em 10 minutos. Ou até menos.

 

Hoje, em dia, uma invasão de pista como aconteceu na vitória de Senna, em Interlagos, no ano de 1.993, seria considerado pela imprensa como um crime "desorganizado", realizado por baderneiros, de um país não civilizado e que não aprendeu nada com a cultura europeia.

 

Respeito muito quem torce por times europeus, seleções de primeiro mundo, pilotos da Red Bull e tudo aquilo que chegou com a modernidade. Gosto, porém, de brasileiros normais, de Pelés, Manés, Joãos e Ayrtons. O brasileiro, aquele que torce por Grêmio, Inter, Palmeiras ou Corinthians, da falecida geral do Maracanã e de tantas outras praças esportivas merece, sim, ser respeitado.

 

Afinal, se é dado ao torcedor moderno o direito de torcer por Muller, Schweinsteiger e Vettel, nós, os brasileiros normais, merecemos ter o direito de torcer pelos que nasceram no mesmo país que nós, ouvir o tema da vitória e nos emocionarmos com os gritos do Galvão Bueno e outros.

 

Torcer para a seleção brasileira não é concordar com corrupção e outros delitos. É apenas assunto esportivo. Corrupção é caso de polícia. Deve ser discutida em outra esfera.

29/09/2015 às 14:29

Dunga não é desonesto. É apenas inapto para o cargo que ocupa

Assisto sempre que posso o programa "Bem Amigos", comandado pelo narrador Galvão Bueno, no Sportv. Nesta segunda-feira, 28, não foi diferente. Galvão tinha como convidados Dunga e Gilmar Rinaldi, técnico e coordenador da seleção brasileira, responsáveis pela reconstrução do nosso selecionado.

 

No decorrer do programa, Galvão Bueno questionou os dois sobre uma entrevista do senador Romário, companheiro de Dunga e Gilmar na campanha vitoriosa do tetracampeonato mundial, nos Estados Unidos, em 1994, em que o baixinho afirmara que a seleção brasileira era convocada para atender interesses financeiros.

 

Indignados, Dunga e Gilmar Rinaldi rebateram as acusações de Romário e declararam que os seus advogados estudam na justiça uma forma de processar o craque da Copa de 1994.

 

Romário não é o senador dos meus sonhos. Afinal acredito que o seu bombardeio contra a Confederação Brasileira de Futebol não passa de mero interesse politiqueiro. Porém, devemos lembrar que Gilmar era empresário de futebol e jamais poderia ter assumido a coordenação da seleção brasileira. Mesmo que não seja caso de desonestidade, é, sim, de conflito de interesses.

 

Já Dunga nunca me pareceu um cara desonesto. Em que pese os seus vários defeitos como o rancor e o desejo de vingança, que mesmo após ter levantado o troféu como capitão campeão do mundo parecem não ter desaparecidos, Dunga, dizem os mais próximos, é um cara do bem.

 

O problema é que Dunga não é técnico para a principal seleção do mundo. Dunga, enquanto técnico, fracassou na Copa do Mundo de 2010, morrendo abraçado com a sua convicção: Felipe Melo. Quando treinou o Internacional, único clube em que exerceu a profissão, Dunga quase rebaixou o colorado gaúcho, o que seria inédito. O gigante colorado nunca caiu.

 

Dunga convoca jogadores com estilo arcaico. Insiste na teimosia, querendo, mais uma vez, repetir a fórmula Parreira. O Brasil precisa de um técnico com ideias novas, com a cabeça arejada, que seja moderno e ousado. Dunga não é isso. É inapto para a função que ocupa, mas jamais desonesto.

 

O capitão do tetra apenas está sendo, mais uma vez, usado pela CBF como escudo. Enquanto a imprensa, Romário e outros atiram no treinador, esquecem da cúpula da entidade, como já aconteceu no período entre 2006-2010.