LAURO TENTARDINI
Jornalista e radialista. Editor de Esportes do Sul Connection. Cobriu dupla Grenal, seleção brasileira, sul-americano de vôlei, Jogos Mundiais Militares e outros. Assessor do Kindermann, campeão da Copa do Brasil de Futebol Feminino. Tratará aqui dos principais assuntos esportivos, com foco no sul do país, mas também jogos olímpicos, seleção brasileira e Fórmula 1.

02/11/2015 às 14:11 - Atualizado em 02/11/2015 às 14:41

Mídia governista aposta na divisão de gênero para salvar mandato de Dilma Roussef

Parte da imprensa, que recebe cota de patrocínios do governo federal, aposta cada vez mais na divisão do país, como forma de salvar o moribundo mandato de Dilma Rousseff, como presidente do país.


A cultura da vitimização tem sido fundamental nessa empreitada. Nunca, como hoje, se noticiou tantos casos de racismo ou supostas violências contra mulheres, homossexuais e xenofobia.

 

Este jornalista lembra que racismo, xenofobia e violência, seja contra mulher ou até mesmo homem, são crimes e devem ser punidos na justiça. O problema é que a nossa mídia tem estranhamente apostado nisso, ao invés de ressaltar questões, também, fundamentais do nosso país, como, por exemplo, as investigações referentes ao clamoroso enriquecimento dos filhos do ex-presidente Lula, as pedaladas de Dilma e outras tantas suspeitas que pesam sobre os governos petistas.

 

O caso da separação de Chimbinha e Joelma ganhou grandes proporções na grande mídia. No último domingo, por exemplo, Chimbinha ganhou um generoso espaço na Rede Record, enquanto Joelma deu entrevista para a Rede Globo. Certamente o país tem uma agenda mais importante para discutir do que o “Barraco de Família” do casal de músicos. 

 

Para minha surpresa, nesta segunda-feira, 2, descobri que foi criada em Porto Alegre, uma tal Feira do Livro Feminista. Para quem não sabe, nessa época do ano, acontece na Praça da Alfândega a verdadeira e tradicional Feira do Livro de Porto Alegre. Pois bem, além de tentar criar uma concorrência ao tradicional evento, as organizadoras já estão encaminhando releases se dizendo vítima de preconceito e agressões que teriam sofrido por parte da Polícia Militar do Rio Grande do Sul.

 

Por uma coincidência quem está divulgando as supostas agressões é uma assessora parlamentar ligada ao PT de Canoas. Causa-me estranheza que isso aconteça num momento em que o PCdoB, aliado do governo, larga uma propaganda na televisão citando mulheres, que teriam lutado contra opressão, e citam, por exemplo, Olga Benário e Anita Garibaldi.

 

Parece, claro, que há mais uma vez a tentativa de dividir o país. Dessa vez, a divisão seria entre homens e mulheres, na desesperada tentativa de dizerem “querem o impeachment da Dilma por ela ser mulher”, como já havia antecipado o colega Rodrigo Nunes, durante o hangout que comentou a histórica rejeição das contas da presidente Dilma pelo Tribunal de Contas da União. Ora, a tese do impeachment da Dilma está baseada nas pedaladas, ou seja, crime de responsabilidade, que aconteceram no mandato anterior e que seguem neste iniciado em 2015, e que, justamente, por seguirem no atual mandato, dão base para cassação. E por falar em cassação, também, podemos ter a cassação da chapa de Dilma-Temer, por crime eleitoral, e não por gênero.

 

Há de se lembrar que não é a primeira divisão do país proposta pela pauta esquerdista e a mídia aliada. Já tivemos a divisão entre brancos, negros e amarelos; entre sul/sudeste e norte/nordeste e a já ultrapassada divisão de classes. Neste momento, apostar na divisão de gênero parece a tábua da salvação esquerdista.